Portugal / Brasil

Voo de repatriamento entre Brasil e Portugal fixado para o final desta semana

O voo de repatriamento a ser operado pela TAP deveria fazer a ligação entre Lisboa e São Paulo nos dias 26 e 27 de Fevereiro.
O voo de repatriamento a ser operado pela TAP deveria fazer a ligação entre Lisboa e São Paulo nos dias 26 e 27 de Fevereiro. © ASSOCIATED PRESS - Peter McCabe

Com a suspensão dos voos directos entre os dois países desde o passado dia 29 de Janeiro no âmbito da luta contra o coronavírus, centenas de Portugueses e Brasileiros residentes em Portugal estão retidos no Brasil. Os governos dos dois países concederam uma autorização especial à TAP para um voo de ida e volta entre Lisboa e São Paulo, sexta-feira e sábado.

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O voo extraordinário da TAP surgiu designadamente depois de centenas de portugueses ou residentes brasileiros de Portugal bloqueados no Brasil lançarem há dias uma petição pública destinada ao governo português e intitulada “Retorno de cidadãos portugueses e de residentes em Portugal retidos no estrangeiro” assinada por mais de mil pessoas.

Este apelo bem como os relatos das dificuldades encontradas por numerosos brasileiros por sua vez bloqueados em Portugal acabaram por ser ouvidos de ambos os lados do Atlântico, as autoridades portuguesas e brasileiras tendo anunciado no passado fim-de-semana que, em virtude de um acordo estabelecido entre ambas, um voo de repatriamento entre Lisboa e São Paulo iria ser operado pela TAP nos dias 26 e 27 de Fevereiro.

Mas ainda assim, muitos não vão conseguir voltar.

«Voltar para Portugal» é o nome de um grupo WhatsApp com mais de cem membros, trocando informações sobre as vagas e os valores propostos pela companhia aérea portuguesa TAP. Os que tinham um voo marcado com outra companhia devem pagar um valor próximo de 900 Euros.

Este é o caso de Bia Souza Salgado, brasileira formada em engenharia que mora no Porto com o marido e a filha há um ano e meio. Apesar de correr o risco de perder o emprego, eles não vão poder embarcar nesse voo.

" A gente não mora na capital, então nós temos que sair da cidade para ir na capital no Rio, e do Rio apanhar outro voo para São Paulo, ou seja muito gasto para poder entrar nesse voo. As pessoas que já compraram bilhete como eu, não têm como comprar outra passagem porque se a gente pedir cancelamento ou reembolso, vai vir daqui a um ano, então é um prejuízo como se eu estivesse comprando seis bilhetes.É muito dinheiro", disse Bia Souza Salgado.

Os retidos no Brasil trocam informações para poder voltar para casa, contornando a suspensão dos voos directos. Muitos escolhem fazer escala em França.

 

 

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