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Papa apela ao fim da violência no Iraque

Papa Francisco em Bagdad. 05/03/2021
Papa Francisco em Bagdad. 05/03/2021 © REUTERS

No Iraque, esta sexta-feira começou uma visita histórica: a de três dias do Papa Francisco a um país onde a comunidade cristã é uma minoria. O Papa vai às cidades de Bagdade, Ur, Erbil, Qaraqosh e Mossul.

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A primeira visita de um Papa ao Iraque começou com este a pedir que se acabe com a violência, o extremismo e a intolerância. Um pedido feito antes de ir à Catedral de Bagdade que em 2010 foi alvo do pior atentado contra os cristãos e em que morreram 53 pessoas. O Papa Francisco, de 84 anos, também denunciou a barbárie do autoproclamado Estado Islâmico contra os Yazidis.

Em Erbil, onde o Papa vai celebrar uma missa, Artémis e a irmã Um Fadi não escondem a emoção: "Ver o Papa era o desejo do meu pai e do meu marido! Na altura, o Papa queria visitar o Iraque mas cancelou com medo que lhe acontecesse alguma coisa. Hoje, ele vem mas somos nós que temos medo por ele."

A 50 quilómetros, em Qarosh, a maior cidade cristã do Iraque, os preparativos começaram há semanas porque se trata de uma visita da maior importância simbólica, de acordo com um dos padres da cidade, Abouna George. "Isto dá esperança, entusiasmo, a todo o povo iraquiano que tanto sofreu", declarou.

A esperança é o emblema destes três dias de visita do Papa Francisco ao Iraque, onde os cristãos representam um por cento da população neste país muçulmano.

Reportagem da correspondente da RFI Lucile Wassermann.

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