Timor Leste

Timor Leste: Inundações matam pelo menos 13 pessoas na capital

Inundações em Díli, Timor Leste, provocaram já 13 óbitos.
Inundações em Díli, Timor Leste, provocaram já 13 óbitos. LUSA - MANUEL PESTANA

Timor Leste e a Indonésia estão a ser alvo de enxurradas que, no caso timorense, provocaram pelo menos 13 mortos na capital, Díli, em plena pandemia de Covid-19 que levava já a restrições de circulação.

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Em Díli o registo de óbitos eleva-se a 13 e, a nível nacional, 21 pessoas terão morrido segundo a Protecção civil, citada pela agência Lusa.

Tanto Portugal como a União Europeia se disponibilizaram a prestar assistência a este país asiático lusófono onde já, no ano passado, as chuvas torrenciais tinham semeado a destruição, embora em 2020 sem vítimas a lamentar.

O presidente Francisco Guterres Lú Olo qualificou como de "grande calamidade" as cheias que assolaram Timor Leste.

O próprio aeroporto da capital, a dada altura, chegou a estar com constrangimentos operacionais devido a ter sido inundado, situação que teria, entretanto, sido ultrapassada.

Também na Indonésia as cheias deixaram um vasto rasto de destruição, com registo de 86 mortos de momento, os estragos dizem respeito, nomeadamente, à ilha das Flores e a Sumbawa, no leste do país.

No plano sanitário no decurso do fim de semana foram detectados 52 novos casos de Covid-19 na capital, para um total de casos activos de 472.

As inundações perturbaram também o trabalho de rastreio segundo o Centro integrado de gestão de crise.

David Ximenes, deputado da Fretilin, testemunhava a partir de Díli, sobre as inundações provocadas pelo forte caudal das ribeiras na sequência das fortes precipitações que têm assolado o país.

David Ximenes, deputado da Fretilin em Timor Leste, 5/4/2021

"Há alguns locais aos quais não tenho tido acesso por causa das estradas cortadas, depois ainda temos o estado de emergência por causa da Covid. Aqui, então, a circulação parece muito difícil. Choveu bastante, causou-nos óbitos:13 cidadãos"

Às vezes, no tempo das chuvas, dá umas enxurradas que a ribeira fica muito cheia e, então, dá estes desastres. 

Temos até pessoas internadas, temos ainda pessoas no isolamento. Agora, com esta circunstância, complicou-nos bastante, só que, ainda temos sorte, ao longo deste tempo, embora tivéssemos tido pessoas infectadas, não tivemos óbitos, como noutros lugares. Agora o que nos está a pesar é que, para além do estado de emergência, em atenção ao Covid, agora temos mais este desastre, desastre natural de grande escala." 

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