Haiti/Religião

Sete religiosos foram raptados no Haiti

  Os sete religiosos raptados no Haiti foram levados por  um gang armado, na região de Croix-des-Bouquets, próximo de Port-au-Prince, capital do país das Caraíbas confrontado com sérios problemas de insegurança.
Os sete religiosos raptados no Haiti foram levados por um gang armado, na região de Croix-des-Bouquets, próximo de Port-au-Prince, capital do país das Caraíbas confrontado com sérios problemas de insegurança. © Wikipédia

Sete religiosos católicos, dos quais cinco haitianos e dois franceses, foram raptados  domingo, no Haiti.  A  informação foi dada pela porta-voz da Conferência dos Bispos do Haiti, país das Caraíbas confrontado com uma forte insegurança.

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Segundo o padre  Loudger Mazile, porta-voz  da  Conferência dos Bispos do Haiti, o grupo de religiosos  foi raptado pela manhã, na  região  de Croix-des-Bouquets, próximo  de Port-au-Prince, capital do Haiti, no momento  em que  se deslocavam  para a paróquia de um novo padre.

Segundo o Padre Mazil, os  raptores  exigem um resgate de um milhão de dólares para libertarem os  sete reféns, quatro padres  e uma religiosa, haitianos,  e  dois franceses oriundos do oeste da França,  uma religiosa do distrito de Mayenne e  um padre da região de Îlle-et-Vilaine que reside no Haiti há mais de trinta anos.

Os cinco padres pertencem a Sociedade dos Padres de Saint-Jacques com sede em Guiclan, no distrito de Finistère, no oeste da França.

Paul Dossus, Superior-Geral da referida ordem confirmou à  AFP  na segunda-feira, dia 12 de Abril, que  cinco padres do instituto de missionários, tinham sido raptados no Haiti.

O Superior-Geral acrescentou que a Sociedade dos Padres de Saint-Jacques está a rezar pelos reféns e  ao mesmo tempo a negociar a sua libertação.

 Em declarações à RFI, o padre Gilbert Peltro, secretário-geral da Confederação Haitiana dos Religiosos, destacou o profundo pesar com o qual foi acolhida, pela sua instituição, a notícia do rapto dos sete religiosos. 

Padre Gilbert Peltro, secretário-geral da Conferência haitiana de religiosos

    

"É  com  uma  profunda dor, mas também com  ira, que nós  fomos informados  sobre o rapto  de cinco  padres  e duas religiosas.Eu estava a caminho das instalações de  Hanel Joseph, um padre de Saint-Jacques. Confesso que não estamos desesperados, mas somos duramente afectados por essa situação, não  como religiosos, mas sim como povo, porque isso atinge toda a nação. É muito  difícil. Devo dizer, que é muito  difícil”, referiu o padre Gilbert Peltro.

A  Conferência dos Religiosos do Haiti (CHR) precisou, através de um comunicado, que outras três pessoas, familiares de um padre que não faz parte dos sete reféns, foram também objecto de sequestro.

A CHR expressou a  sua dor pelo que acontece aos os sete religiosos, bem como deplorou a impotência dos poderes públicos do Haiti  a lutar contra a insegurança no país das Caraíbas.

A sociedade missionária dos Padres de Saint-Jacques, tem quinze religiosos no Haiti, entre os quais os raptados, num total de 80 padres e uma vintena de seminaristas, presentes em França, no Brasil e no Canadá.

A  Conferência dos Bispos de França e a Conferência dos Religiosos e Religiosas de França expressaram  a sua grande preocupação  e  convidaram os raptores a libertar os homens e as mulheres de paz  que eles raptaram, de forma a” que não se acrescente mais ódio, num país já afectado pela pobreza e a insegurança”.

A polícia do Haiti suspeita o “400 Mawozo”, um gang armado, activo na região, de estar  na origem do rapto dos  sete religiosos.

O  Ministério Francês dos Negócios Estrangeiros, confirmou num comunicado, “o rapto de  dois cidadãos franceses “no Haiti.

 

   

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