China / Estados Unidos

PR chinês participa em encontro virtual com homólogo francês e chanceler alemã sobre o clima

O presidente chinês Xi Jinping ainda não confirmou a sua presença na cimeira sobre o clima a ser organizada na próxima semana pelos Estados Unidos.
O presidente chinês Xi Jinping ainda não confirmou a sua presença na cimeira sobre o clima a ser organizada na próxima semana pelos Estados Unidos. © Fred DUFOUR POOL/AFP/Arquivo

O Presidente chinês Xi Jinping participou esta manhã numa videoconferência com o seu homólogo francês e a chanceler alemã em que foram evocados nomeadamente o dossier da saúde, em particular a covid-19, mas também o combate ao aquecimento global, isto a uma semana da cimeira sobre esta questão a ser organizado nos dias 22 e 23 de Abril pelos Estados Unidos.

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Durante o seu encontro esta manhã com Emmanuel Macron e Angela Merkel, o chefe de Estado chinês denunciou as "barreiras comerciais" erguidas em nome do combate ao aquecimento global, visando nomeadamente a "taxa carbono" actualmente em análise nas instituições europeias. Nesta reunião virtual, Xi Jinping reiterou igualmente que o seu país pretende alcançar a neutralidade carbono em 2060, um compromisso saudado pelos seus interlocutores com quem se coordenou a uma semana da cimeira sobre o clima da iniciativa da administração Biden.

No âmbito desta cimeira em que os americanos pretendem marcar o seu regresso ao Acordo de Paris sobre o clima assinado em 2015 e entretanto enterrado durante a era Trump, prevê-se que os Estados Unidos anunciem os seus novos objectivos de redução de gases com efeito de estufa.

Foi na óptica de preparar este grande encontro com os seus homólogos chineses que o emissário americano para o clima, John Kerry, se deslocou à China onde permanece até amanhã. "Não podemos resolver a crise climática sem que a China esteja na mesa das negociações", admitiu na terça-feira John Kerry ao expressar a esperança de que a China participe na cimeira.

Este foi contudo o momento escolhido pela China para realçar os laços que construiu com a Europa relativamente ao clima, durante o encontro desta manhã com Emmanuel Macron e Angela Merkel, e isto numa altura em que o presidente chinês ainda não confirmou a sua presença na cimeira dos Estados Unidos.

É que segundo o jornal nacionalista chinês Global Times, a China "assume doravante a responsabilidade da governação mundial do clima" e não tenciona ser arrastada para uma iniciativa climática americano-centrada.

Noutro aspecto, a China também não tem deixado de manifestar o seu descontentamento perante a deslocação ontem de emissários americanos à ilha separatista de Taiwan que denuncia uma atitude cada vez mais hostil de Pequim e cuja presidente se mostrou disponível para cooperar com Washington.

Nesta frente que os Estados Unidos têm estado a construir face à China, Joe Biden recebe hoje o primeiro-ministro japonês, com quem desde já existe uma posição semelhante sobre Taiwan e sobre as actividades militares do regime de Xi Jinping no Mar da China.

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