Myanmar

Acordo entre Asean e junta militar para fim da violência em Myanmar

O Presidente indonésio, Joko Widodo (centro), apelou a junta militar que governa a ex-Birmânia a pôr fim à violência contra os civis no país.
O Presidente indonésio, Joko Widodo (centro), apelou a junta militar que governa a ex-Birmânia a pôr fim à violência contra os civis no país. © AP - Muchlis Jr

O Presidente indonésio, Joko Widodo, apelou a junta militar que governa a ex-Birmânia a pôr fim à violência contra os civis no país e a restabelecer a democracia, após uma reunião de crise entre os dirigentes dos países do sudeste asiático.

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As declarações do Presidente da Indonésia e da organização ASEAN constituem a primeira resposta à repressão sangrenta vivida em Myanmar.

A reunião contou com a presença do general birmanês Min Aung Hlaing, que realizou aqui a sua primeira deslocação desde o golpe de Estado de 1 de Fevereiro.

O acordo entre os países da organização asiática e Myanmar resume-se a cinco pontos que concentram, sobretudo, as atenções no fim das violências e o regresso da democracia, sendo que o país deverá também abrir as suas portas à ajuda humanitária e aos emissários da ASEAN, além da libertação dos opositores, inclusive da chefe do Governo civil, Aung San Suu Kyi.

Em reacção, o dito «Governo fantasma», composto por deputados destituídos, saudou o apelo proveniente de Jakarta e espera que as acções da organização possam concretizar-se rapidamente.

O acordo alcançado não satisfaz os grupos activistas, que dizem faltar um calendário ou plano de acção eficaz para a implementação do documento.

Desde o golpe de Estado de 1 de Fevereiro que a repressão da junta militar no poder em Myanmar já fez mais de 700 mortos. A ONU admite que o número de deslocados possa atingir mais de 250 mil.

A ASEAN é composta por dez nações: Indonésia, Brunei, Myanmar, Singapura, Malásia, Camboja, Tailândia, Vietname, Filipinas e Laos.

Crónica de Marco Martins 25-04-2021

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