#Israel #Palestina

HRW acusa Israel de crimes de "apartheid"


A Organização Human Rights Watch acusou esta terça-feira, 27 de Abril, Israel de exercer “uma dominação deliberada” sobre os palestinianos”, qualificando-a de apartheid.
A Organização Human Rights Watch acusou esta terça-feira, 27 de Abril, Israel de exercer “uma dominação deliberada” sobre os palestinianos”, qualificando-a de apartheid. AP - Oded Balilty

A Organização Human Rights Watch acusou esta terça-feira, 27 de Abril, Israel de exercer “uma dominação deliberada” sobre os palestinianos”, qualificando-a de "apartheid". O Estado hebraico já veio negar as acusações e fala num “acto de propaganda”.

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A Ong Human Rigths Watch acusa Israel de estar a cometer crimes de apartheid e preseguição contra os palestinianos. Num relatório de 213 páginas, a organização de Defesa dos Direitos Humanos descreve a política de Israel que procura manter a hegemonia judaico-israelita sobre o povo palestiniano, desde o rio Jordão até o mar Mediterrâneo.

As acusações já foram contestadas pelas autoridades israelitas.  Em declarações à AFP, o ministro israelita dos Negócios Estrangeiros considerou o relatório como um “acto de propaganda”, que não tem em conta "os factos ou a verdade no terreno" e que foi escrito por uma organização que tem “uma agenda anti-israelita".

Por seu lado, o presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmoud Abbas, qualificou o relatório como um "testemunho forte e confiável do sofrimento dos palestinianos".

Nos últimos meses, várias ong’s, como B'Tselem, começaram a usar o termo "apartheid" para caracterizar o sistema usado pelas autoridades israelitas, argumentando que o Estado hebraico não pode considerar-se uma democracia dentro da Linha Verde (estabelecida em 1949, chamada muitas vezes pré-1967, e que ainda hoje é considerada a base para uma potencial divisão de dois Estados) enquanto leva a cabo estas políticas fora dela.

A Human Rights Watch denuncia também a "opressão sistemática" dos palestinianos e os "actos desumanos", que definem um "crime de apartheid". A ONG afirma que se baseia na definição legal de apartheid e não numa comparação com a velha política racial da África do Sul.

A ONG, com sede em Nova York, exorta a ONU a criar uma "comissão internacional de inquérito" sobre a situação em Israel e nos Territórios, e os estados estrangeiros "para não serem cúmplices".

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