Chade

Macron e Tshisekedi condenam violência no Chade

Presidente francês Emmanuel Macron recebe o homologo congolês Félix Tshisekedi, 27 de Abril no Eliseu.
Presidente francês Emmanuel Macron recebe o homologo congolês Félix Tshisekedi, 27 de Abril no Eliseu. © RFI/Pierre René-Worms

O Presidente francês e o homólogo da República Democrática do Congo condenaram esta terça-feira, no Eliseu, a violência no Chade. Emmanuel Macron e Félix Tshisekedi apelaram para o regresso à ordem democrática.

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O Chefe de Estado francês condenou "fortemente a repressão" no Chade, onde pelo menos duas pessoas morreram esta terça-feira, 27 de Abril, em manifestações de protesto contra a junta militar no Chade, que tomou o poder após a morte do Presidente Idriss Déby Itno, na semana passada, disse o procurador local.

"Um homem foi morto em Moundou esta manhã nas manifestações, ainda não temos as circunstâncias exactas da morte, é um jovem de 21 anos", afirmou o procurador da segunda maior cidade do Chade, Moundou, a cerca de 400 km a sul de N`Djamena, Ali Kolla Brahim em declarações à agência de notícias francesa AFP.

Emmanuel Macron lembrou que a França apoia uma "transição pacífica, democrática e inclusiva", sem apoiar "um plano de sucessão" depois da morte do Presidente Déby. Num momento em que o seu filho Mahamat Idriss Déby dirige o Conselho de Transição Militar.

"Apoiamos a estabilidade actual na condição de que ela avance muito rapidamente para a consolidação da democracia", afirmou em Paris o também presidente em exercício da União Africana (UA).

Tete António, chefe da diplomacia angolana realça a importância de estabilizar o país para garantir a segurança regional. "Nós estamos com o Chade no que diz respeito à estabilidade. É do interesse da região ajudar o Chade e, como se viu, a nossa reacção foi a de condenar os ataques desses grupos armados que tentam destabilizar o país".

Tete António, ministro angolano das relações exteriores, Chade, 27/4/2021

Os protestos tinham sido proibidos na segunda-feira pelo Conselho Militar de Transição (CMT), liderado pelo filho do falecido Presidente, o general Mahamat Idriss Déby.

O CMT revogou a Constituição e dissolveu o governo e a Assembleia Nacional. O general Mahamat Idriss Déby prometeu "eleições livres e democráticas" nos próximos 18 meses, mas assumiu o título de Presidente da República e chefe supremo das Forças Armadas.

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