Brasil

Brasil ultrapassou o patamar dos 400 mil mortos devido à covid-19

Profissionais de saúde de um hospital em Belém, no estado do Pará, cantam e rezam pelos pacientes com covid-19 no dia 4 de Abril de 2021.
Profissionais de saúde de um hospital em Belém, no estado do Pará, cantam e rezam pelos pacientes com covid-19 no dia 4 de Abril de 2021. Tarso SARRAF AFP

O Brasil ultrapassou ontem o patamar simbólico dos 400 mil mortos devido ao coronavírus, este sendo o segundo pais a seguir aos Estados Unidos com maior mortalidade relacionada com a covid-19 e o terceiro a nível mundial em termos de infecções que atingem um número superior de 14 milhões.

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De acordo com os últimos dados disponibilizados pelas autoridades sanitárias brasileiras que na óptica de vários especialistas estão aquém da realidade do terreno, o Brasil registou 401.186 mortos, os meses de Março e Abril tendo sido os mais mortíferos em mais de um ano de pandemia.

Apesar de a taxa de mortalidade ligada à doença começar a estabilizar-se, os números continuam altos, o Brasil registando uma média de 189 mortos por 100 mil habitantes, a taxa mais importante do continente americano e do hemisfério sul, sendo que desde o começo do ano o alastramento da doença acelerou-se. Depois de passar de 100 mil para 200 mil mortos em 5 meses no começo do ano, o país chegou aos 300 mil mortos no final de Março e agora, apenas pouco mais de um mês depois, chegou ao patamar dos 400 mil.

O impacto da estirpe detectada em Manaus é citado por especialistas como sendo um dos factores para esta aceleração.

Outro factor é a alegada incúria do executivo do Presidente Bolsonaro que -recorde-se- foi acusado no ano passado de "crimes contra a Humanidade" e "genocídio" por profissionais do sector da saúde do seu país.

Esta semana, decorreu a primeira reunião de uma comissão de inquérito do Senado brasileiro precisamente no intuito de avaliar a actuação do governo na gestão da crise e especificamente a situação dramática vivenciada em Manaus no começo deste ano onde dezenas de pacientes com coronavírus morreram com falta de oxigénio.

No aspecto da prevenção, o Brasil está igualmente conhecer percalços. Segundo dados oficiais, num universo de 212 milhões de habitantes, até agora apenas 28 milhões de pessoas receberam uma primeira injecção, ou seja pouco mais do que 13% da população e 12 milhões a segunda.

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