Médio Oriente

Médio Oriente: Egipto aposta em mediação

Sul da Faixa de Gaza durante um ataque aéreo israelense
Sul da Faixa de Gaza durante um ataque aéreo israelense AFP - SAID KHATIB

Pelo menos 67 palestinianos e 7 israelitas morreram em ataques aéreos e disparos de roquetes em Gaza e Israel desde há três dias.

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O Cairo pediu esta quarta-feira um cessar-fogo imediato a Gaza e a Telavive e está a enviar delegações diplomáticas para os dois territórios. O Hamas disse já ao Egipto e à Rússia que está disponível para uma trégua se Israel cessar os bombardeamentos.

No entanto, Telavive parece estar, para já, menos interessado em terminar de imediato os ataques aéreos porque poderá estar a ver o presente conflicto como uma oportunidade para destruir o arsenal bélico que o Hamas conseguiu fabricar e obter desde um conflicto semelhante que teve lugar em 2014.

Depois de vários dias de tensão entre árabes e judeus em Jerusalém e outras cidades israelitas desde há pelo menos uma semana, o Hamas resolveu disparar 200 roquetes na passada segunda-feira como resposta a uma intervenção policial israelita junto à mesquita Al-Aqsa em Jerusalém. Mais 1300 roquetes foram disparados entretanto pelo Hamas.

Como sempre, Telavive está a responder em força, desde há dois dias, com ataques aéreos concentrados em alvos militares e serviços de informação do Hamas. As forças armadas israelitas afirmaram entretanto a 12 de maio que estes são os maiores bombardeamentos de Gaza desde o conflito de 2014. Devido à alta densidade populacional de Gaza, alguns destes ataques atingiram civis.

Oiça aqui a correspondência de Pedro Costa Gomes.

Correspondência do Egipto, 13/05/2021

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