Israel/Palestina

Bombardeamentos sobre Gaza, 200 mortos na última semana

Nuvem negra acima dos edifícios atingidos por ataques aéreos israelitas na Cidade de Gaza, enquanto rockets são disparados (à esquerda) e interceptados pelo sistema de defesa anti-mísseis Iron Dome de Israel, 15 de Maio de 2021.
Nuvem negra acima dos edifícios atingidos por ataques aéreos israelitas na Cidade de Gaza, enquanto rockets são disparados (à esquerda) e interceptados pelo sistema de defesa anti-mísseis Iron Dome de Israel, 15 de Maio de 2021. AFP - MAHMUD HAMS

Apesar dos apelos para um cessar-fogo, as forças israelitas voltaram a bombardear Gaza esta segunda-feira, 17 de Maio, pelo sétimo dia consecutivo. O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha de Israel em Gaza vai continuar com "força total".

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Os confrontos continuam pela segunda semana consecutiva na Faixa de Gaza, apesar dos apelos internacionais para um cessar-fogo. Na última semana morreram 197 pessoas em Gaza, 58 crianças, e há registo de mais de 1200 feridos, apontam as autoridades de saúde do território. Em Israel, morreram dez pessoas, indica o executivo israelita.

Esta madrugada, as forças israelitas bombardearam Gaza dezenas de vezes, provocando apagões em várias áreas da Faixa de Gaza. Centenas de edifícios foram danificados, de acordo com as autoridades locais, que não declararam para já quaisquer vítimas. As Forças de Defesa de Israel, Tsahal, justificam os ataques explicando que têm como alvo "terroristas", sem avançar com mais detalhes.

O primeiro-ministro israelita Benjamin Netanyahu afirmou que a campanha de Israel em Gaza vai continuar com "força total" e que a dissuasão deve ser alcançada para evitar futuros conflitos com o Hamas.

Os ataques israelitas destruíram várias estradas, prédios, e alegados campos de treino de militantes do Hamas, apelidados de "metro de Gaza", que se tornou alvo de repetidos ataques aéreos. O foco tem sido a cidade de Gaza.

Ainda não chegou o momento para um cessar-fogo

Ainda não chegou o momento de negociações para um cessar-fogo, mas na frente diplomática o primeiro-ministro afirmou que começa a haver uma certa pressão, uma alusão à mudança de tom dos Estados Unidos. Antony Blinken, Secretário de Estado norte-americano, escreveu no Twitter que “a violência deve parar agora!".

Perante os violentos ataques, o secretário de Estado norte-americano Antony Blinken escreveu no Twitter que é preciso "diminuir as tensões - a violência deve terminar imediatamente". Os Estados Unidos da América afirmaram numa reunião do Conselho de Segurança da ONU, que aconteceu este domingo, que estão prontos para oferecer apoio "caso as partes procurem um cessar-fogo".

200 mortos na última semana

Desde segunda-feira passada, mais de 3.000 rockets foram disparados pelo Hamas contra Israel, a maior escala de violência. Desde dia 10 de Maio, 197 palestinianos morreram, incluindo pelo menos 58 crianças, e há registo de mais de 1.200 feridos. Do lado israelita, 10 pessoas morreram, incluindo duas criança, e há 282 pessoas feridas depois de disparos de grupos armados palestinianos em Gaza.

O Hamas começou a atacar Israel com rockets na segunda-feira passada, depois de semanas de tensão provocada por um processo judicial para despejar várias famílias palestinas em Jerusalém Oriental, em retaliação pelos confrontos da polícia israelita com palestinianos perto da Mesquita de Al-Aqsa, o terceiro local mais sagrado do Islão, durante o mês sagrado muçulmano do Ramadão.

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