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Tréguas entre Israël e Hamas palestiniano são respeitadas após hostilidades

Os palestinianos festejam o cessar-fogo nas ruas de Gaza, após a aplicação da medida às 23 horas GMT.
Os palestinianos festejam o cessar-fogo nas ruas de Gaza, após a aplicação da medida às 23 horas GMT. REUTERS - IBRAHEEM ABU MUSTAFA

Aplicado à partir das duas horas locais de sexta-feira, 23horas TMG,  o cessar-fogo entre as  forças armadas israelitas e os palestinianos do Hamas, é respeitado pelas duas partes, mas na falta de uma resposta política ao fim das hostilidades leva observadores a considerar a trégua bastante frágil.

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Após 11 dias de hostilidades o exército de Israel e os militantes do Hamas  puseram termo ao novo episódio de violência que resultou na morte de 232 palestinianos, dos quais 65 crianças em Gaza e 12 mortos israelitas.

Os Estados Unidos agradeceram principalmente os bons ofícios do Egipto, que contribuíram para que as duas partes envolvidas no conflito aceitassem a aplicação de tréguas.

Milhares de palestinianos festejaram em Gaza, assim como na Cisjordânia e em Jerusalém-este ocupadas, o  fim dos bombardeamentos das forças  israelitas.

Khalil Hayya,  do movimento radical Hamas, considerou que o cessar-fogo é uma vitória para os palestinianos.

Interrogados pelas agências noticiosas, palestinianos anónimos consideraram que  apesar de terem destruído Gaza, as forças israelitas não conseguiram destruir o espírito de resistência da população.

O  Presidente norte-americano, Joe Biden afirmou que a trégua é uma grande oportunidade para relançar as negociações políticas e procurar uma solução ao conflito israel-palestiniano.

Biden diz estar convencido que, tanto palestinianos como israelitas aspiram a uma vida  de segurança, liberdade, prosperidade e democracia.

O Hamas, ala radical do movimento palestiniano, considerado como uma facção terrorista por Israel, Estados Unidos e a União Europeia, afirmou que  "enquanto os  ocupantes respeitarem a trégua, a resistência palestiniana também o fará".

O Hamas fez alusão à ocupação por Israel do território palestiniano da Cisjordânia e do sector palestiniano de Jerusalém, desde 1967.

Depois de quarenta anos  de ocupação, o exército israelita retirou-se da faixa de Gaza em 2005.

O chefe da diplomacia alemã, Heiko Maas, que acabou de efectuar uma visita à Israel e à Cisjordânia, afirmou que é hora de procurar uma solução séria e definitiva para o  conflito entre israelitas e palestinianos, que dura há mais de 50 anos.

Este  último ciclo de violência  entre o Hamas e  Israel teve início no dia 10 de Maio de 2021, através  de uma salva de tiros  de roquetes desencadeada pelo movimento palestiniano em  solidariedade, segundo o mesmo, para com as centenas  de palestinianos feridos durante confrontos com a polícia israelita em Jerusalém-leste.

Na origem dos confrontos, está a ameaça de expulsão de famílias palestinianias  em benefício de colonos israelitas.    

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