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Críticas europeias à Bielorrúsia que intercepta avião com opositor a bordo

O secretário de Estado francês dos Assuntos Europeus, Clément Beaune, afirmou a 24 de Maio de 2021 que a União Europeia poderá alargar as sanções contra a Bielorrússia, após o desvio do voo comercial da Ryanair entre a Grécia e a Lituânia.
O secretário de Estado francês dos Assuntos Europeus, Clément Beaune, afirmou a 24 de Maio de 2021 que a União Europeia poderá alargar as sanções contra a Bielorrússia, após o desvio do voo comercial da Ryanair entre a Grécia e a Lituânia. RFI

As autoriddes bielorrussas rejeitaram as críticas da União Europeia, depois de terem interceptado no seu espaço aéreo um avião da Ryanair no qual viajava um opositor. Os  chefes de Estado e de Governo europeus vão examinar novas sanções contra a Bielorrússia.

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Qualificado de acto de pirataria de Estado por alguns dirigentes europeus, entre os quais o chefe da diplomacia francesa, Jean Yves Le Drian, a intercepção de um voo da Ryanair entre a Grécia e Vilnius, capital da Lituânia, no qual viajava o opositor Roman Protassevich poderá resultar em novas sanções da União Europeia contra a  Bielorrússia.

Os ocidentais denunciaram o desvio do avião, que foi obrigado por um caça da força aérea bielorrussa a efectuar uma aterragem de emergência, devido à um alegado alerta a bomba.

Roman Protassevitch de 26 anos foi imeditamente detido pelas autoridades bielorrussas em Minsk, cujo Presidente Alexandre Loukachenko tem perseguido os seus opositores,sobretudo após as acusações de fraude eleitoral de que foi alvo no Verão de 2020 e os protestos decorrentes.

A União Europeia, assim como os Estados Unidos apelaram a libertação imediata do opositor.

Protassevich é o antigo chefe de redacção do Nexta, um orgão da oposição bielorrussa, que desempenhou um papel importante na organização do movimento de protesto contra o Presidente AlexandreLoukachencko em 2020.

O secretário de Estado francês dos assuntos europeus, Clément Beaune, criticou a postura do executivo bielorrusso e  afirmou que novas sanções contra os dirigentes de Minsk vão ser equacionadas.

Clément Beaune, secretário de Estado francês dos assuntos europeus

 Primeiramente trata-se de um caso espantoso e escandaloso. Um avião europeu, uma companhia da União Europeia que viajava entre duas capitais da União Europeia. Por conseguinte é um acto  de pirataria de Estado, que não poderá ficar impune.

Desde os acontecimentos eleitorais, as fraudes e a repressão bastante brutal, ocorridos no Verão passado, que nós já aplicamos sanções por várias vezes sanções contra a Bielorrússia.

O próprio presidente bielorrusso está sob sanções da União Europeia. Ele não  pode viajar. Os seus activos estão congelados. Há já uma centena de dirigentes bielorrussos que estão sob sanções.

Nós poderemos alargar as sanções a outros dirigentes. A questão será discutida esta noite pelos chefes de Estado e de Governo. Poderá haver outras medidas que nós estamos a examinar. Penso em particular a uma medida que deverá ser abordada a nivel europeu e internacional, por exemplo, a proibição  do espaço aéreo bielorrusso, que é uma sanção e além disso representará menos receitas para o regime bielorrusso”.

             (Clément Beaune)

O nome de Roman Protassevich figurava desde Novembro  de 2020 numa lista de pessoas alegadamente implicadas em actividades terroristas na Bielorrússia.

As autoridades de Minsk rejeitaram as críticas europeias e afirmaram que actuaram  em conformidade com as regras internacionais, ao desviar o voo comercial entre a Grécia e a Lituânia, dois países da União Europeia, depois de invocar um alerta a bomba que se revelou ser uma mentira.

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