Bielorússia/União Europeia

Europeus ameaçam com novas sanções, bielorussos denunciam ameaça de bomba

Aparelho da Ryanair foi obrigado a fazer aterragem de emergência em Minsk.
Aparelho da Ryanair foi obrigado a fazer aterragem de emergência em Minsk. Phil Noble/Reuters

A União Europeia poderá vir a reforçar sanções contra a Bielorússia no dia seguinte a Minsk forçar um avião comercial da Ryanair a aterrar na capital bielorussa e detendo um opositor ao regime.

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Ao longo do dia multiplicaram-se posições de governos europeus preconizando evitar sobrevoar o espaço aéreo da Bielorússia, caso da Lituânia ou do Reino Unido ou da companhia aérea escandinava SAS.

Embaixadores bielorussos em capitais europeias foram também convocados em sinal de desagrado.

Enquanto isso as autoridades bielorussas afirmaram que a tripulação do voo da Ryanair decidiu aterrar de emergência em Minsk, sem ingerência externa, perante um alerta à bomba.

Uma ameaça à bomba que acabou por vir a não ser confirmada, não obstante os bielorussos alegarem terem recebido uma ameaça do movimento islamita Hamas em relação a este voo.

A escala forçada do avião permitiu a captura do opositor bielorusso Roman Protassevitch e da namorada.

O caso é denunciado pelos europeus como de acto de pirataria e gerou indignação em todo o continente.

O Conselho europeu desta noite pode pronunciar-se pelo reforço das sanções contra Minsk, nesta terça-feira será a NATO a reunir-se já que tanto a Grécia como a Lituânia, países de partida e de destino, respectivamente, do voo são membros de ambas as organizações.

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