Brasil/Política

Protestos no Brasil contra gestão catastrófica de pandemia por Bolsonaro

Protestos no Rio de Janeiro  a  29 de Maio de 2021, onde manifestantes denunciam a  política e a gestão catastrófica da pandemia, pelo executivo de Jair Bolsonaro .
Protestos no Rio de Janeiro a 29 de Maio de 2021, onde manifestantes denunciam a política e a gestão catastrófica da pandemia, pelo executivo de Jair Bolsonaro . © REUTERS - RICARDO MORAES

Várias dezenas de milhares de pessoas protestaram em cidades através do Brasil contra a gestão caótica da pandemia de Covid-19, pelo Governo de Jair Bolsonaro, que já provocou a morte de mais de 461.000 brasileiros. As manifestações, ocorridas no sábado, têm lugar numa altura em que o presidente regista uma importante queda de popularidade.

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Os protestos organizados por partidos políticos de esquerda, sindicatos e associações estudantis decorreram pacificamente na capital Brasília e no Rio de Janeiro, onde 10.000 pessoas protegidas com máscaras desfilaram  aos gritos dos slogans, "Fora Bolsonaro", "Bolsonaro Genocida" e "Vacina já".

Em contrapartida, no nordeste do país, em Recife, capital do Estado de Pernambuco, vários manifestantes, assim como uma vereadora do Partido dos Trabalhadores (PT)  foram agredidos  por agentes da polícia militar com gás lacrimogénio e balas de borracha.

Em São Paulo, maior cidade do Brasil, milhares de pessoas, 80.000 segundo os organizadores, também com máscaras anti-Covid, bloquearam a conhecida  Avenida Paulista.

De acordo com alguns manifestantes paulistanos entrevistados pela  AFP, o chefe de Estado Brasileiro, não lhes deu outra alternativa senão ir às ruas  para defender vidas.

 Os protestos tiveram lugar igualmente noutras  capitais de Estado do Brasil, como Salvador e Belo  Horizonte, onde um manifestante fantasiou-e de esqueleto levando numa mão uma foice e na outra um frasco de cloroquina, medicamento sugerido por Jair Bolsonaro para tratar a Covid, apesar da sua ineficácia.

Mais de  460 mil  pessoas já morreram no Brasil  devido à gestão catastrófica da  pandemia de Covid, pelo executivo de Bolsonaro.

O actual presidente  brasileiro de extrema-direita,  é  também acusado pelos manifestantes de encorajar o desmatamento da Amazónia, a invasão e  violação das terras dos povos autótones, assim como de etno-racismo. 

Os protestos ocorrem num momento em que o presidente e líder da extrema-direita brasileira regista uma importante queda de  popularidade e o antigo chefe de Estado, Luiz Inácio Lula da Silva, é plebicistado nos inquéritos  de opinião como o potencial vencedor da eleição presidencial de 2022.

Protestos na Europa

A diápora brasileira na Europa também se reuniu em várias capitais para protestar contra a gestão da crise do outro lado do Atlântico. Em Paris, a jornalista da RFI, Paloma Varón, recolheu vídeos e imagens dos protestos onde os manifestantes apelidaram Jair Bolsonaro de "genocida".

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