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G7 chega a acordo "histórico" para taxa mínima de imposto sobre empresas

Ministros das Finança do G7
Ministros das Finança do G7 AFP - HENRY NICHOLLS

Os sete países mais ricos do mundo fecharam este sábado, 5 de Junho, um acordo para uma tributação mínima de 15%. Uma medida que abrange gigantes da tecnologia como Amazon e Google.

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Era um quebra cabeças que dividia a comunidade internacional: como garantir que os grandes gigantes, como a Amazon, paguem impostos de acordo com o volume de negócios. 

Este sábado, 5 de Junho, parece ter sido encontrado um entendimento durante uma reunião dos ministros das finanças do G7 em Londres, grupo composto pelo Reino Unido, França, Itália, Alemanha, Canadá, Japão e Estados Unidos.

Estes países comprometeram-se a aplicar uma taxa mínima de imposto sobre as empresas de 15% e introduzir mudanças para garantir que grandes multinacionais, especialmente aquelas com forte presença na Internet, paguem impostos nos países onde registam vendas e não apenas onde têm a sede fiscal.

O ministro das Finanças britânico, Rishi Sunak, não escondeu a satisfação. "Tenho o prazer de anunciar que hoje, após anos de discussão, os ministros das Finanças do G7 chegaram a um acordo histórico para reformar o sistema tributário global e torná-lo adequado para a era digital, mas crucialmente para garantir que seja justo e as empresas certas paguem os impostos certos nos lugares certo", anunciou.

Este é um bom sinal de entendimento que se espera que continue na cimeira de líderes do G7, na próxima semana também em Inglaterra, onde se vai discutir como distribuir de forma mais equitativa as vacinas anti-covid-19 a nível internacional. O acordo formal poderá ser anunciado na próxima reunião dos ministros das Finanças do G20 em Veneza, em Julho, antes de ser validado pelos países da OCDE.

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