Conflitos

Rússia, China e Afeganistão no topo das prioridades da NATO

Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, participou pela primeira vez numa cimeira da Nato, em Bruxelas.
Joe Biden, presidente dos Estados Unidos, participou pela primeira vez numa cimeira da Nato, em Bruxelas. Francisco Seco POOL/AFP

As conclusões da cimeira da NATO apontam para preocupação por parte dos Estados-membros em relação à "ameaça crescente da Rússia", ao desenvolvimento das ambições nucleares da China e a permanência de uma representação no Afeganistão após a saída das tropas americanas e dos seus aliados até setembro de 2021.

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A Rússia está no topo da lista das preocupações da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO). O reforço militar de Putin, assim como a estratégia nuclear do país constituem, segundo as conclusões da reunião que decorreu na segunda-feira em Bruxelas, uma ameaça crescente a esta aliança.

Também "a intensificação das actividades híbridas", com tentativas de ingerência em eleições e outros processos democráticos em países europeus, assim como campanhas de desinformação, "perturbam o funcionamento de infraestruturas essenciais" dos países da NATO.

Joe Biden vai encontrar-se amanhã em Genebra com Vladimir Putin, o primeiro encontro do novo presidente americano com o seu homólogo russo.

China

Já a China, também com o desenvolvimento do seu programa nuclear e cooperação estreita com a Rússia, é um "desafio sistemático" para a NATO. No entanto, a aliança quer manter o "diálogo construtivo" com Pequim e que o país respeite os compromissos internacionais.

A China respondeu prontamente esta manhã, acusando a NATO de exagerar na criação de "uma teoria da ameaça chinesa". A resposta veio da Embaixada da China junto da União Europeia.

Turquia

Recep Tayyip Erdogan esteve também em Bruxelas e encontrou-se com vários líderes da NATO, incluindo Joe Biden e Emmanuel Macron, presidente francês. O encontro entre turcos e norte-americanos terá sido produtivo e sincero, com a promessa que os canais de comunicação entre os dois países "vão manter-se abertos".

Afeganistão

Mesmo com a saída das tropas da NATO do Afesganistão até 11 de setembro de 2021, a aliança compromete-se a continua a apoiar as tropas locais através de formação e financiamento, especialmente na manutenção da segurança do aeroporto de Cabul.

A NATO confirmou mesmo a manutenção de um escritório no país, mantendo uma relação estreita com o país.

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