António Guterres

António Guterres tomou posse para segundo mandato à frente da ONU

António Guterres foi reconduzido como secretário-Geral da ONU esta sexta-feira.
António Guterres foi reconduzido como secretário-Geral da ONU esta sexta-feira. AP - Maxim Shemetov

António Guterres tomou posse esta sexta-feira, 18 de Junho, como secretário-geral das Nações Unidas pela segunda vez, para um mandato até final de 2026. A tomada de posse decorreu durante uma sessão plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque.

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O Secretário-geral da Nações Unidas defendeu a distribuição de vacinas contra a Covid-19 como sendo “uma prioridade mundial absoluta”.

António Guterres prestou juramento e tomou posse para um segundo mandato durante uma sessão plenária da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova Iorque. Assumiu ser um “multilateralista devoto” e "um português orgulhoso”. O Secretário-geral escolheu a distribuição de vacinas contra a Covid-19 pelo mundo como a “prioridade mundial absoluta”.

"Estamos num momento frágil. Estamos numa encruzilhada. Estamos a escrever a nossa História. Podemos falhar e viver uma crise perpétua", começou por lembrar, acrescentando que "é absolutamente claro para mim que os actuais desafios complexos só podem inspirar uma abordagem humilde, sendo que o Secretário-geral sozinho não tem todas as respostas, nem procura impor as suas opiniões. É necessário que o secretário-geral apoie os Estados-membros e os intervenientes relevantes para liderar as mudanças necessárias."

"Devemos a todo o custo, evitar um novo tipo de guerra fria. E temos de ultrapassar a falsa dicotomia entre soberania nacional e direitos humanos forjando uma visão holística de todos os direitos humanos, da sua indivisibilidade e universalidade", defendeu.

"A igualdade tem de começar agora. As vacinas têm de estar disponíveis para todos. Há demasiadas assimetrias e paradoxos." É contra a desigualdade que Guterres assume o seu "compromisso sem tréguas".

António Guterres

Num discurso curto em inglês, francês e espanhol, três das seis línguas oficiais da Organização das Nações Unidas, António Guterres dirigiu uma palavra de reconhecimento ao país de origem. "Tudo o que aprendi e me tornei” foi resultado do trabalho “em conjunto” com o povo português, disse o antigo primeiro-ministro português.

"Este mandato inicia-se num contexto bastante diferente e mais auspicioso. Vivemos anos em que as ameaças contra o multilateralismo foram muito significativas, de pressão e de asfixia das Nações Unidas muito significativas. Hoje, felizmente, com as eleições americanas virámos uma página", assinalou o primeiro-ministro, António Costa

"Esta pandemia demonstrou, mais do que nunca, que uma acção colectiva a nível mundial é absolutamente vital", rematou.

primeiro-ministro português, António Costa

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