Eleições legislativas antecipadas na Arménia

Este domingo é dia de eleições legislativas antecipadas na Arménia. 20 de Junho de 2021.
Este domingo é dia de eleições legislativas antecipadas na Arménia. 20 de Junho de 2021. AFP - KAREN MINASYAN

A Arménia realiza, este domingo, legislativas antecipadas. O escrutínio foi convocado pelo primeiro-ministro, Nikol Pashinyan, que tenta preservar o poder apesar da crise política provocada pela derrota militar face ao Azerbaijão no ano passado.

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Cerca de 2,6 milhões de arménios são convocados às urnas para elegerem, pelo menos, 101 dos 132 lugares de deputados por cinco anos. Quatro coligações eleitorais e 22 partidos, um recorde, apresentam-se ao escrutínio.

O primeiro-ministro cessante Nikol Pashinyan convocou estas legislativas antecipadas face à crise política no país e tenta preservar o poder depois da derrota militar face ao Azerbaijão em torno do enclave do Nagorno-Karabakh, no ano passado.

Antigo jornalista, Nikol Pashinyan, de 46 anos, alcançou a liderança do governo em 2018 através de uma revolução pacífica contra as elites corruptas. Agora enfrenta o antigo Presidente Robert Kotcharian, de 66 anos, visado num inquérito sobre corrupção e que acusa o seu rival de incompetência.

As eleições são particularmente arriscadas para Pashinyan, cuja popularidade foi abalada pelo conflito no Nagorno-Karabakh, no Outono do ano passado em que morreram 6.000 pessoas em seis semanas de combates e em que a Arménia foi forçada a ceder territórios que mantinha há mais de 30 anos. Nessa altura houve manifestações da oposição e apelos à demissão de Pashinyan porque a derrota foi recebida como uma humilhação nacional.

Seguiu-se uma crise política, incluindo um conflito entre o primeiro-ministro e uma parte da hierarquia militar que apelou à demissão do chefe de Governo, e Nikol Pashinyan convocou legislativas antecipadas.

Perante o risco de uma derrota ou de um fraco resultado, o primeiro-ministro cessante apelou para que os seus compatriotas lhe dessem “um mandato de aço” para evitar uma “guerra civil”.

A Arménia já teve diversos tumultos pós-eleitorais e antes da “revolução pacífica” de 2018, Pashinyan foi detido durante cerca de dois anos pelo seu envolvimento em manifestações reprimidas em 2008.

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