ONU alerta que Coreia do Norte se arrisca a nova penúria alimentar

Pongyang, Coreia do Norte. 24 de Dezembro de 2020.
Pongyang, Coreia do Norte. 24 de Dezembro de 2020. AFP - KIM WON JIN

A Coreia do Norte corre o risco de enfrentar uma penúria alimentar já a partir de Agosto, alertou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO). A situação foi agravada pelo encerramento das fronteiras para combater a pandemia da Covid-19 e por várias tempestades e inundações no ano passado.

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O alerta foi deixado pela FAO, a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura: a Coreia do Norte corre o risco de enfrentar nova penúria alimentar já a partir de Agosto. De acordo com a FAO, o país deverá produzir 5,6 milhões de toneladas de cereais este ano, menos 1,1 milhões de toneladas do que o necessário para alimentar a população. Como as importações comerciais oficialmente previstas são de 205.000 toneladas, a FAO calcula que um défice alimentar de cerca de 860 mil toneladas.

O país sofre regularmente de escassez de alimentos e a economia também sofre com as várias sanções internacionais devido ao programa nuclear. No último ano, a situação foi agravada pelo encerramento das fronteiras com o principal aliado económico e diplomático, a China, por causa da pandemia da Covid-19. Além disso, no ano passado houve uma série de tempestades e inundações que devastaram campos de cultivo.

Em Junho, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, reconheceu que o país estava perante uma "situação de tensão alimentar".

Nos anos 1990, a Coreia do Norte viveu uma grave crise alimentar que fez centenas de milhares de mortos, depois da redução da ajuda de Moscovo após a queda da União Soviética.

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