Haiti/Política

Assassinos de presidente haitiano poderiam ser mercenários

 Em Port-au-Prince,uma multidão aglutinada em redor de uma viatura das forças de segurança que transporta membros do comando suspeito de estar implicado no assassínio do presidente  Jovenel Moïse. 8 de Julho  de 2021
Em Port-au-Prince,uma multidão aglutinada em redor de uma viatura das forças de segurança que transporta membros do comando suspeito de estar implicado no assassínio do presidente Jovenel Moïse. 8 de Julho de 2021 © VALERIE BAERISWYL/AFP

Depois do assassínio do presidente Jovenel  Moïse, ocorrido  na  madrugada de  quarta-feira, dia 7 de  Julho, as autoridades  do Haiti dispõem agor  de novos elementos  sobre os  indivíduos que mataram o chefe de Estado haitiano. Segundo o Primeiro-ministro interino do Haïti, Claude Joseph, os assassinos de Moïse seriam antigos militares colombianos e dois norte-americanos de origem haitiana.

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De  acordo  com Bocchit Edmond, embaixadordo Haiti em  Washington, os  assassinos do presidente Jovenel Moïes,são mercenários profissionais que se disfaraçaram de agentes do departamento de luta contra o  tráfico de drogas dos Estados Unidos (US Drug Enforcement Administration)..

O comandante da Polícia do  Haiti, Léon Charles,afirmou que no decurso da acção, que levou  ao  assassínio do  presidente Moïse, as forças de segurança trocaram um tiroteio intenso com os agressores.

Charles declarou que  o comando implicado no assassínio do chefe de Estado haitiano  era composto  por 28 agressores,  dos quais 26 colombianos e dois norte-americanos de origem haitiana.

Segundo ainda o comandante da  polícia, três dos assaltantes foram mortos  pelas  forças policiais, 17  suspeitos estão sob custódia e oito membros do esquadrão  da morte  estão em fuga.

Três  polícias, feitos reféns durante a acção, foram libertados.

Na quinta-feira, dia 8  de Julho de 2021,  alguns  suspeitos foram apresentados pelos  media haitianos, que mostraramtambém passaportes colombianos e as armas apreendidas.

Leon  Charles concluiu que as autoridades do Haiti vão  efectuar uma investigação, para  apurar  quem são os mentores por detrás do assassínio do presidente Jovenel  Moïse.

O ministro da Defesa da Colômbia, Diego Molano afirmou que pelo menos seis dos suspeitos colombianos  são antigos militares, assim como  sublinhou que a polícia  e  o exército do seu país  estão cooperar com as autoridades haitianas na investigação sobre a morte de Jovenem Moïse.

Por  intermédio do Departamento de Estado, o governo norte-americano comunicou que  vai colaborar na  investigação haitiana.

O governo de Taiwan afirmou  no  dia 9  de Julho de 2021 que 11 dos presumíveis  assassinos do presidente Moïse invadiram a sua embaixada em Port-au-Prince, mas  foram detidos pela polícia

De  acordo  com Joanne Ou, porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros taiwanês,  a embaixada foi  encerrada por razões de segurança.

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