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Morte de cidadão de RDC sob custódia de polícia indiana provoca protestos

Protestos em Bangalore de cidadãos africanos denunciando a actuação da polícia indiana a 2 de Agosto de 2021.
Protestos em Bangalore de cidadãos africanos denunciando a actuação da polícia indiana a 2 de Agosto de 2021. AFP - -

A morte de um cidadão da República Democrática do Congo sob custódia da polícia indiana, desencadeou protestos e confrontos com as forças da ordem na cidade de Bengalore, situada no sul da Índia. O congolês morto estaria, segundo a polícia, na posse de estupefacientes.

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Pelo menos seis cidadãos de países africanos ficaram feridos na segunda-feira, 2 de Agosto de 2021, após um tumulto com as forças de polícia, na cidade meridional  indiana de Bengalore.

Segundo um responsável da polícia local, os confrontos entre os africanos e os polícias, foram motivados por protestos contra a morte em custódia de Joel Malu, um cidadão da República Democrática do Congo, detido no dia 1 de Agosto sob a acusação de possuir comprimidos de êxtase psicotrópicos, proibidos pela lei indiana.

De acordo com a mesma fonte, Malu, que era estudante, faleceu depois de sofrer um ataque cardíaco.

Segundo  ainda o mesmo responsável, Joel Malu foi diagnosticado com Bradycárdia, um transtorno da função cardíaca. Malu morreu após várias tentativas de reanimação (RCP), devido ao que poderia ser um ataque cardíaco.

Depois da morte de Joel Malu, vários cidadãos de países  africanos, residentes em Bengalore, protestaram diante da esquadra da polícia e confrontaram-se com os agentes.

Os manifestantes contestaram a alegada posse de psicotrópicos por Malu, bem como  a versão da polícia, segundo a qual o cidadão da República Democrática do Congo, estudante na Índia, tinha morrido com um ataque cardíaco. 

Uma dezena de pessoas foram detidas na sequência do protesto e de acordo com a polícia de Bengalore, uma investigação interna foi encetada de forma a apurar as causas da morte do estudante congolês que, segundo as autoridades policiais,  estava ilegalmente no país, uma vez que o seu passaporte e visto tinham caducados em 2017.

Cidadãos de países africanos, residentes na Índia, acusam frequentemente a polícia de etno-racismo, falsas acusações de posse de droga, assim como de permanente assédio.

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