Terrorismo

Principal estratega do 11 de setembro volta ao banco dos réus em Guantanamo

Várias pessoas detidas no Afeganistão foram transferidas para a prisão de Guantanamo a partir de 2002.
Várias pessoas detidas no Afeganistão foram transferidas para a prisão de Guantanamo a partir de 2002. KEVIN LAMARQUE REUTERS POOL/AFP/File

O julgamento de Khalid Sheikh Mohammed, principal estratega do 11 de setembro, assim como quatro outros acusados pelo ataque que derrubou as Torres Gémeas em Nova Iorque, tinha sido suspenso em 2019. Os cinco terroristas podem ser condenados à morte.

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O julgamento vai hoje ser retomado pelo tribunal excecional militar perante as famílias das mais de 3 mil vítimas mortais do 11 de setembro, em 2001, mas dificilmente haverá um desfecho célere. Antes da suspensão do julgamento em 2019 e vários adiamentos devido à pandemia, a equipa de defesa alegou que todas as confissões foram obtidas sob tortura.

Caberá agora aos juízes avaliarem se as confissões são admissíveis, se a acção deve prosseguir e se os factos apresentados são válidos.

Este é um julgamento envolto em questões legais complexas para a justiça norte-americana devido à legitimidade da prisão de Guantanamo, a forma como os prisioneiros foram trazidos para esta prisão, as condições em que foram recebido e ainda qual a jurisdição que se aplica nestes casos.

Apesar da incerteza jurídico-legal, alguns factos são conhecidos. A ideia de fazer embater um voo comercial contra as Torres Gémeas terá vindo diretamente de Khalid Sheikh Mohammed, um engenheiro paquistanês, próximo de Osama Bin Laden.

Os outros acusados são próximos de Mohammed: o seu sobrinho, Ammar Baluchi, que enviou dinheiro para os terroristas do 11 de Setembro quando estes já estavam nos Estados Unidos, Walid bin Attash, que terá treinado os terroristas, Ramzi bin Shibh, que facilitou o atentado, e Mustafa Hawsawi, tesoureiro da al-Qaeda.

Este julgamento é retomado a poucos dias do 20º aniversário do 11 de setembro e no 15º aniversário do anúncio de George W. Bush da detenção de Khalid Sheikh Mohammed, em 2006. Esta detenção foi anunciada na altura como uma vitória norte-americana.

Os cinco acusados têm como pena máxima, a pena de morte.

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