Alemanha

Alemanha: Presidente apela ao voto dos eleitores

Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, votou esta manhã no colégio eleitoral no distrito de Dahlem, em Berlim,
Presidente alemão, Frank-Walter Steinmeier, votou esta manhã no colégio eleitoral no distrito de Dahlem, em Berlim, REUTERS - KAI PFAFFENBACH

O Presidente Frank-Walter Steinmeier apelou ao voto, lembrando que este é o momento em que se decide o rumo do país para os próximos quatro anos e que “quem vota vive a democracia”. Mais de 60 milhões de eleitores  escolhem, neste domingo,  os deputados do Bundestag, parlamento federal, legislativas que colocam um ponto final na era de Angela Merkel.

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O Chefe de Estado alemão, Frank-Walter Steinmeier, chegou ao colégio eleitoral no distrito de Dahlem, em Berlim, por volta das 09:00 locais  e, depois de votar, lembrou que este é o momento em que se decide o rumo do país para os próximos quatro anos e que “quem vota vive a democracia”.

Após 16 anos de estabilidade, a Alemanha vira a página nas eleições legislativas mais incertas de sempre, que fazem prever duras e duradouras negociações entre os partidos para formar um novo Governo.

Angela Merkel, no poder desde 2005, poderá, portanto, ficar a controlar as rédeas do país por mais uns largos meses, até que esteja concluída a formação do novo governo.

A mais recente sondagem coloca os sociais-democratas do SPD na liderança das intenções de voto, com 26%, contra 25% para o bloco conservador CDU/CSU, 16% para os Verdes. Os liberais do FDP surgem com 10,5%, a extrema direita-AFD- com 10% e 5% para a esquerda, ex-comunista.

Esta eleição poderá pois infligir um duro golpe aos conservadores de Angela Merkel, que até agora obtiveram sempre mais de 30% dos votos em legislativas.O candidato social-democrata, Olaf Scholz, de 63 anos, atual vice-chanceler e ministro das Finanças, poderá ser o grande vencedor.

Muito se tem falado na Alemanha sobre os futuros projetos de Angela Merkel, que fez 67 anos no passado mês de Julho. Recentemente falou-se que Merkel poderia vir a ocupar um cargo numa organização internacional, uma informação que a chanceler alemã não confirmou.

”Vou fazer uma pausa para pensar sobre o meu futuro. Tive muito pouco tempo para pensar nos últimos 16 anos. Vamos ver, como vai ser”, afirmou.

A publicação dos primeiros resultados, à boca das urnas, está prevista para as 19 horas locais, porém os resultados serão pouco fiáveis, uma vez que esta primeira contagem não inclui os votos por correspondência.

O nome do futuro chanceler e a composição da provável maioria correm o risco de não serem conhecidos nesta noite de domingo. Aconteça o que acontecer nos próximos meses, serão necessárias longas negociações para formar a futura equipa no poder, sob pena de criar uma paralisação europeia, pelo menos  até ao primeiro trimestre de 2022.

As eleições decorreram de forma calma e ordeira, à excepção de algumas mesas de voto na capital, em Berlim, onde se formaram longas filas de espera e onde se registou alguma falta de boletins de voto, problemas de logística que a comissão eleitoral atribui ao facto de, em Berlim, se realizarem paralelamente eleições regionais, num domingo em que muitas vias se encontram cortadas ao trânsito devido a uma prova de maratona.

Segundo as primeiras previsões, a taxa de abstenção, nestas eleições, será ligeiramente menor que nas eleições de 2017, quando mais de 25 por cento dos eleitores decidiram não participar no escrutínio.

 

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