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Artes

Artistas plásticos guineenses batalham pela sobrevivência

Áudio 11:55
Serafim dos Santos, artista plástico guineense.
Serafim dos Santos, artista plástico guineense. © rfi/Mussá Baldé
Por: Mussá Baldé
15 min

Numa altura em que na capital guineense são várias as exposições de artes plásticas a reportagem da rfi ouviu artistas e a respectiva associação em torno das dificuldades com que se depara a classe: muitas vezes confrontada com dificuldades que lhe são próprias como a aquisição de materiais ou a necessidade de escoar os seus produtos.

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Por estes dias Bissau é palco de várias exposições de artes plásticas.

Uma decorreu na Faculdade de Direito de Bissau e outra ainda está patente no Centro Cultural franco-bissau-guinenese.

Esta exposição é do jovem artista autodidacta Serafim dos Santos, 34 anos, que navega entre o impressionismo e o abstracto com quadros que realçam a beleza a criança e a beleza da mulher africana.

Serafim dos Santos procura sobretudo exortar a mulher africana a gostar da sua cor de pele.

Serafim dos Santos, artista plástico guineense.
Serafim dos Santos, artista plástico guineense. © rfi/Mussá Baldé

“Na minha pesquisa, noto que há um fenómeno que invade o nosso continente: Falo da mudança do tom de pele da mulher africana, por isso estou aqui com este desafio:

Para dizer que o tom de pele africana é o mais bonito que existe.

Exorto a mulher africana a valorizar o tom da sua pele.

Não se deixem induzir ao erro, não percam a vossa autoestima, não percam a vossa identidade, sejam autoconfiantes.

Convido a mulher africana a olhar-se ao espelho e vai ver que é realmente bela.

Fiquei triste ao saber que a mudança de pele ocorre porque a mulher é induzida a esse erro por nós homens.

Em parte até pode ser isso, mas acho que tudo depende da fraqueza dessas mulheres.

Os homens fazem-nas crer que a mulher de pele clara consegue mais facilmente arranjar trabalho.

Sempre digo a estas mulheres para não entrarem por esse caminho, daí que decidi pintar estes quadros com o tom de pele da mulher africana”.

Desde 2011 que Roberto Mendes, tenta juntar numa associação os artistas guineenses.

Na ultima exposição realizada na Faculdade de Direito em Bissau, a associação liderada por Roberto Mendes, conseguiu expor durante três dias quadros de 43 artistas plásticos guineenses.

A exposição até correu bem, o problema, refere Roberto Mendes foi o dilema com que os clientes ficam entre comprar um quadro ou pagar a comida lá em casa.

 

 

 

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