Artes

O retrato dramático da cultura confinada em Portugal

Áudio 07:29
Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa
Teatro Nacional D.Maria II, em Lisboa © RFI/Lígia Anjos
Por: Lígia ANJOS
9 min

O director do Teatro Nacional D.Maria II, Tiago Rodrigues, traça-nos um "retrato triste e dramático" da cultura confinada em Portugal. "Este é um sector tremendamente precário, uma das actividades laborais mais afectadas pela pandemia em Portugal.

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"Em 175 anos de actividade, nunca o Teatro Nacional D.Maria II esteve encerrado tanto tempo", lembra o seu director.

"O problema é tão profundo e tão estrutural que a cultura confinada em Portugal que, por muita criatividade, capacidade de adaptação, flexibilidade e imaginação, o contexto é de uma precariedade tão forte. O que está em causa muitas vezes é a conta da luz, a renda da casa, o jantar de amanhã", lembra Tiago Rodrigues.

Um relatório da consultora Ernst and Young estima em 199 mil milhões de euros as perdas acumuladas em 2020 pela cultura, que vai sentir os impactos da pandemia até ao final da década. As artes performativas, com perdas de 90%, são as mais afectadas.

"Face a esta sobrevivências de companhias, de projectos, de percursos artísticos e de instituições. É um momento muito grave da histórica recente da cultura portuguesa e demorará largos anos a recuperar", descreve.

 

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