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Saad Hariri "a figura consensual da França"

Áudio 08:05
Saad Hariri voltou a ser designado primeiro-ministro do Libano
Saad Hariri voltou a ser designado primeiro-ministro do Libano REUTERS/Piroschka Van De Wouw/File Photo
11 min

Saad Hariri voltou a ser designado primeiro-ministro do Líbano, após várias consultas parlamentares conduzidas pelo Presidente Michel Aoun. O novo chefe do executivo libanês tem como missão chegar a acordo com as diferentes forças políticas e formar um governo que seja capaz de aplicar reformas necessárias para retirar o país da profunda crise económica.  

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Saad Hariri já veio prometer um  «governo de peritos» em conformidade com «a iniciativa francesa» e compromete-se a formar rapidamente um executivo, lembrando que esta é última oportunidade para o Líbano.  

A advogada bissau-guineense, portuguesa e libanesa, Rita Dieb, a residir no Líbano, disse à RFI que a escolha de Saad Hariri é uma tentativa da classe política responder àquilo que foi pedido pelo Presidente francês, Emmanuel Macron.  

"É uma tentativa para fazer face àquilo que nos foi pedido pelo Presidente francês. A nomeação do primeiro-ministro e a constituição do governo", afirma.

O líder sunita Hariri foi eleito com 65 votos dos 120 deputados, depois de semanas de negociações. O novo chefe do executivo libanês tem como missão chegar a acordo com as diferentes forças políticas e formar um governo que seja capaz de aplicar reformas necessárias para retirar o país da profunda crise económica. 

"Ele não está numa posição muito confortável. Não teve o voto de confiança de muitos partidos [Forças Libanesas, Movimento Patriótico, Hezbollah]. O Presidente Michel Aoun, num discurso que fez há uns dias atrás ao país, deixou passar uma mensagem a dizer que é efectivamente o primeiro-ministro que apresenta os nomes para a formação de um governo, mas que a decisão final também terá que passar por ele", sublinha Rita Dieb. 

O regresso de Hariri acontece num momento em que o país atravessa uma grave crise económica, acentuada pela explosão no porto de Beirute, no dia 4 Agosto, que fez mais de uma centena de mortos e cerca de 6 mil feridos. Muitos libaneses continuam ainda sem casa para onde voltar, apesar dos esforços feitos pela sociedade civil e pelas várias ONG que trabalham no terreno para reerguer a capital. 

Para a advogada bissau-guineense a luta contra a corrupção será o grande desafio do executivo libanês. 

" A luta contra a corrupção será a grande vitória para o povo libanês", garante. 

 

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