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Guiné-Bissau: "Young Nuno" quer resgatar com murais memórias dos combatentes da liberdade

Áudio 24:08
Mural em homenagem à antiga combatente guineense Ernestina "Titina" Silá, da autoria de um grupo liderado pelo artista plástico "Young Nuno"  inaugurado em Bissau a 24 de Setembro de 2020, dia da celebração dos 47 anos da independência da Guiné-Bissau.
Mural em homenagem à antiga combatente guineense Ernestina "Titina" Silá, da autoria de um grupo liderado pelo artista plástico "Young Nuno" inaugurado em Bissau a 24 de Setembro de 2020, dia da celebração dos 47 anos da independência da Guiné-Bissau. © Young Nuno

O artista plástico guineense Nuno Ala Tambá, de 29 anos de idade, cujo nome artístico é "Young Nuno", lidera um grupo de jovens, que estão a pintar nas ruas de Bissau vários murais, para resgatar as memórias de antigos combatentes da luta de libertação nacional e independência da Guiné-Bissau. O primeiro, em homenagem Ernestina "Titina" Silá, foi inaugurado a 24 de Setembro deste ano, dia em que se assinalaram 47 anos da independência, seguido por "Pansau Na Isna" e Domingos Ramos, agora estão a pintar um em homenagem a "Tchico Té" e o próximo será dedicado a José Carlos Schwarz.

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O primeiro mural pintado pelo grupo liderado por "Young Nuno" foi em homenagem Ernestina "Titina" Silá, que morreu afogada com um grupo de combatentes a 30 de Janeiro de 1973, numa emboscada das tropas coloniais portuguesas, quando de piroga se dirigia à Guiné-Conacri, para assistir ao funeral de Amílcar Cabral, assassinado em Conacri 10 dias antes e foi inaugurado a 24 de Setembro deste ano, dia em que se assinalaram 47 anos da independência da Guiné-Bissau.

Seguiram-se murais em homenagem aos combatentes "Pansau Na Isna", e Domingos Ramos, ambos mortos em combate pelas tropas portuguesas, neste momento está a ser pintado um mural em homenagem a Francisco Mendes "Tchico Té", o 1° primeiro-ministro da Guiné-Bissau independente e o próximo será dedicado ao músico, poeta e diplomata José Carlos Schwarz, ambos mortos em circunstâncias ainda duvidosas, já depois de 24 de Setembro de 1973, dia da proclamação da independência da Guiné-Bissau.

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