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A França volta para o confinamento num contexto de medo

Áudio 12:09
Polícias e soldados franceses no local do ataque à arma branca que provocou 3 mortos na manhã desta quinta-feira 29 de Outubro, na Igreja de Notre Dame de Nice, no sul do país.
Polícias e soldados franceses no local do ataque à arma branca que provocou 3 mortos na manhã desta quinta-feira 29 de Outubro, na Igreja de Notre Dame de Nice, no sul do país. AFP - VALERY HACHE
Por: Liliana Henriques
14 min

Depois de dias de suspense, ontem à noite, o Presidente Emmanuel Macron anunciou o reconfinamento da França perante o aumento vertiginoso do número de infecções por covid-19. O governo estima que poderia haver 1 milhão de casos activos, sendo que se contabilizaram até hoje mais de 35 mil óbitos no país.

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Este reconfinamento que vigora a partir desta Sexta-feira até pelo menos ao dia 1 de Dezembro, deve ser um pouco mais leve relativamente àquele que sucedeu em Março-Abril. As escolas primárias, os colégios e liceus continuam abertos, a actividade económica vai continuar na medida do possível, com excepção dos comércios de bens não essenciais, bares e restaurantes, que vão permanecer encerrados, sendo que as pessoas não vão ter a possibilidade de viajar de uma região para outra.

O regresso deste dispositivo acontece num contexto peculiar. Ainda em estado de choque duas semanas depois de um professor da região parisiense ter sido decapitado por um jovem islamista radical, a França foi hoje novamente atingida. 3 pessoas morreram num ataque com arma branca, esta manhã, dentro da Igreja de Notre Dame de Nice, no sul do país. O autor deste ataque qualificado de "terrorista islamista" foi capturado e o executivo decidiu elevar para o nível mais alto o plano de "Vigipirate" de luta contra o terrorismo.

Foi sobre esta dupla actualidade que conversamos esta quinta-feira com Victor Pereira, Professor de História na Universidade de Pau, no sudoeste de França.

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