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"A democracia não está suspensa nem confinada"

Áudio 08:08
Romualda Fernandes, deputada do Partido Socialista em Portugal.
Romualda Fernandes, deputada do Partido Socialista em Portugal. © RFI
Por: Lígia ANJOS
10 min

Terminou esta sexta-feira a campanha eleitoral para as eleições presidenciais em Portugal. Durante duas semanas, os sete candidatos adaptaram a campanha à crise sanitária.

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Concorrem às eleições de domingo, 24 de Janeiro, sete candidatos. Marisa Matias (apoiada pelo Bloco de Esquerda), Marcelo Rebelo de Sousa (PSD e CDS/PP) Tiago Mayan Gonçalves (Iniciativa Liberal), André Ventura (Chega), Vitorino Silva, mais conhecido por Tino de Rans, João Ferreira (PCP e PEV) e a militante do PS Ana Gomes (PAN e Livre). O Partido Socialista (PS) não apresentou nenhum candidato. 

"Estamos a viver  um momento excepcional. Esta campanha decorreu num contexto completamente atípico. No entanto, a nossa Constituição tem um núcleo de direitos que não podem ser, mesmo em estado de emergência, esquecido. A democracia não está suspensa nem está em confinamento. Os candidatos adaptaram-se a este novo contexto com as limitações e fizeram a campanha possível", lembra a deputada socialista Romualda Fernandes.

As presidenciais de domingo podem vir a registar uma abstenção recorde, entre os 60% e os 70%, devido ao medo da pandemia de Covid-19, apontam analistas. Quanto a este possível aumento da taxa de abstenção, a deputada defende ser "bom que as pessoas que estão no jogo aceitem o jogo com as suas regras e condições, e que isto não seja pretexto para outros entenderem que é motivo para contestar ou desvalorizar as eleições". 

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