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Guiné-Bissau deve "sair do acordo" com o Senegal, afirma o investigador Gilberto Charifo

Áudio 07:48
Gilberto Charifo, investigador guineense na área de minas e hidrocarbonetos
Gilberto Charifo, investigador guineense na área de minas e hidrocarbonetos © Facebook Gilberto Charifo
Por: Luís Guita
10 min

"O passo mais importante para proteger os interesses dos guineenses, perante essa matéria, é a Guiné-Bissau sair do acordo," considera o investigador na área de minas e hidrocarbonetos.A Agência de Gestão Comum (AGC) formada por Guiné-Bissau e Senegal coordena a aplicação de um acordo, assinado em 1993, que inclui a criação de uma Zona de Exploração Conjunta (ZEC). 

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Para constituir a ZEC, a Guiné-Bissau contribuiu com 46% do território marítimo e o Senegal com 54%. Contudo, o acordo determina que, no caso da exploração de hidrocarbonetos, os senegaleses ficam com 85% e os guineenses com 15%.

Bissau e Dacar já conversaram diversas vezes sobre a hipótese de um novo acordo, mas, que se saiba, até agora continua a valer o acordo de 1993.

A AGC tem sede em Dacar e, apesar do cargo de Secretário Executivo ter sido desempenhado por guineenses, e actualmente ter como Secretário-geral o guineense Inusse Baldé, antigo director-geral dos Recursos Hídricos, nomeado pelo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, um facto é que pouco se sabe sobre a AGC.

Na nossa entrevista com o guineense Gilberto Charifo, investigador na área de minas e hidrocarbonetos, vamos tentar perceber melhor a situação.

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