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Rafael Lucas: «França sempre teve este problema de gestão da memória colonial»

Áudio 08:04
Emmanuel Macron, Presidente francês.
Emmanuel Macron, Presidente francês. © Ian Langsdon / Pool via REUTERS

Em França, a polémica continua em torno do relatório Stora, o nome do historiador francês que realizou um trabalho pedido pelo Presidente francês, Emmanuel Macron, abordando as relações actuais entre a França e a Argélia, dando até sugestões para as melhorar e fazendo uma análise da guerra da Argélia (1954-1962).

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No entanto, em França como na Argélia, chovem críticas sobre algumas conclusões, nomeadamente o facto de não ser sugerido ao Governo francês que peça desculpas pela colonização e pela guerra sangrenta.

O Presidente Emmanuel Macron, por exemplo, reconheceu a tortura e a morte pelas mãos das forças armadas francesas do advogado e político que defendia o nacionalismo argelino, Ali Boumendjel.

Rafael Lucas, professor universitário em Bordéus, analisou este dever de memória que tenta fazer a França, começando por contextualizar os rancores que existem entre os franceses e os argelinos.

De referir que Rafael Lucas, professor universitário em Bordéus, tem trabalhado sobre o papel da memória na história contemporânea da França, nomeadamente nas relações com África e as Caraíbas.

CONVIDADO 03-03-2021 MM

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