Futuro da União Europeia discutido na Cimeira Social no Porto

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Arrancou esta sexta-feira, no Porto, o ponto alto da Presidência Portuguesa da União Europeia: a Cimeira Social.
Arrancou esta sexta-feira, no Porto, o ponto alto da Presidência Portuguesa da União Europeia: a Cimeira Social. LUSA - ESTELA SILVA

Arrancou esta sexta-feira, 7 de Maio, no Porto, o ponto alto da Presidência Portuguesa da União Europeia: a Cimeira Social. O encontro decorre até amanhã e conta com a presença de 24 dos 27 chefes de Estado e de Governo da UE, reunidos para definir a agenda social da Europa para a próxima década. 

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Para Portugal esta é uma "oportunidade única", onde vão estar em discussão as áreas do Emprego, da Igualdade de Oportunidades, da Inclusão, da Protecção Social e da Saúde.

A presidência portuguesa do Conselho da União Europeia espera mais de 100 participantes na Cimeira, que se desdobra numa conferência, hoje, na Alfândega do Porto, com líderes políticos e institucionais, parceiros sociais e sociedade civil, e num Conselho Europeu informal, amanhã, no Palácio de Cristal, no qual Portugal "espera um compromisso político com a agenda social europeia", lembra o primeiro-ministro português, António Costa.

Anne Hidalgo, a presidente da Câmara de Paris "leva a voz das cidades a esta Cimeira Social Europeia", acompanhada do seu vereador e vice-presidente, Hermano Sanches Ruivo, que destaca a presença das autoridades locais neste encontro.

O rascunho da Declaração do Porto, prevê um compromisso dos 27 com a protecção e a criação de emprego, a aposta na retoma económica e no combate à pobreza e às desigualdades, necessidades sociais impostas pela chamada dupla transição, verde e digital, e acentuadas pela pandemia da Covid-19. Os 27 vão tentar metas quanto a áreas como o Emprego, Igualdade de Oportunidades, Inclusão, Protecção Social e Saúde."Estas são metas necessárias", defende o vereador Hermano Sanches Ruivo.

O primeiro-ministro desvaloriza a contestação da CGTP- e do Bloco de Esquerda à agenda da Cimeira Social e destaca que "a reunião europeia estará centrada na vida das pessoas, sobretudo no emprego".

À margem da cimeira informal dos chefes de Estado e de Governo da União Europeia: a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses convocou uma manifestação para amanhã, no Porto, com trabalhadores de todo o país, "para reclamar um novo rumo para o país, que valorize o trabalho e melhore as condições de vida", explica a secretária-geral da CGTP, Isabel Camarinha.

Uma das principais metas deste encontro passa por desbloquear a criação de um salário mínimo europeu. Segundo António Costa, alguns dos Estados-membros opõem-se à directiva. "Para haver uma coesão entre os 27 é preciso haver investimento diferente", defende a secretaria geral da CGTP.

Amanhã decorre ainda a Cimeira União Europeia-Índia, que junta os líderes dos 27 e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, que anunciou há cerca de duas semanas a impossibilidade de estar presente devido à grave situação pandémica no país. Na reunião, os líderes europeus voltam a reafirmar a solidariedade para com a Índia na luta mundial contra a pandemia.

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