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Cabo Delgado : «Vamos ter uma geração completamente à margem» Salvador Forquilha

Áudio 14:59
Salvador Forquilha, investigador do IESE, Instituto de Estudos Sociais e Económicos em Maputo.
Salvador Forquilha, investigador do IESE, Instituto de Estudos Sociais e Económicos em Maputo. © Liliana Henriques / RFI

Faz quase dois meses que se deu o ataque contra Palma, em Cabo Delgado, no norte de Moçambique, uma ocorrência cujo balanço permanece ainda por quantificar. Sabe-se que terá causado dezenas de mortos, milhares de deslocados e que uns tantos outros ainda continuam em fuga.

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Salvador Forquilha, pesquisador no IESE, Instituto de Estudos Sociais e Económicos, tem estado a seguir de perto o fenómeno do jihadismo em Cabo Delgado desde as suas primeiras expressões, antes mesmo do ataque contra Mocímboa da Praia no dia 5 de Outubro de 2017 que marcou o início formal das violências.

Regressado recentemente de Cabo Delgado onde foi estudar a evolução do fenómeno,à luz dos últimos acontecimentos em Palma, Salvador Forquilha partilhou com a RFI as suas conclusões preliminares.

Para o investigador, para além do pesado balanço humano destes ataques, “a médio ou longo prazo, vai provavelmente haver uma geração completamente à margem”, Salvador Forquilha considerando ainda que “já se vai um pouco tarde” no combate ao terrorismo porque “hoje o conflito já é uma realidade”.

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