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"Esta é uma cimeira de diálogo mais do que de confrontação"

Áudio 13:23
Joe Biden e Vladimir Putin.
Joe Biden e Vladimir Putin. REUTERS - KEVIN LAMARQUE

Os Presidentes dos Estados Unidos e da Rússia encontram-se esta quarta-feira, 16 de Junho, pela primeira vez, numa reunião marcada por uma crescente tensão. Sem condições para uma aproximação,esperava-se que as duas maiores potências nucleares não continuassem a afastar-se cada vez mais.

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Em Genebra, Joe Biden procurou uma “relação estável e previsível” com Vladimir Putin. Os principais obstáculos na relação entre os dois países são a repressão da oposição política a Putin e o apoio de Moscovo à desestabilização da Ucrânia e à manutenção de Alexander Lukashenko no poder na Bielorrússia, a interferência russa nas eleições norte-americanas e os ataques informáticos nos EUA.

O Presidente norte-americano reforçou "as linhas vermelhas" que a Rússia não pode pisar. Os dois países chegaram a um dos pontos mais baixos das suas relações e concordaram em sentar-se à mesa para discutir temáticas discordantes entre Biden e Putin.

Apesar dos obstáculos, a cimeira Biden Putin é "uma oportunidade para o Presidente norte-americano Joe Biden marcar um novo tom entre os dois países, depois dos anos do Presidente Trump", aponta a professora de Relações Internacionais da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC) e investigadora no Centro de Estudos Sociais da UC, Licínia Simão.

"Devemos ser comedidos nas expectativas que temos na relação aos resultados práticos da cimeira. Mais do que uma cimeira de confrontação esta é uma cimeira de diálogo. Confrontação é o que temos tido até aqui", descreve a investigadora.

"O que o Presidente norte-americano está a fazer, com algum risco até em termos da sua imagem pública junto dos sectores mais conservadores - que querem uma atitude mais dura em relação à Rússia - é estender a mão ao homólogo russo", aponta Licínia Simão, acrescentando que "para o Presidente Putin esta é uma posição muito interessante porque há um objectivo permanente da política externa russa pós-soviético que é o de reconhecimento internacional como grande potência".

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