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Situação de conflito com rebeldes "mantém-se tensa" na República Centro-Africana

Áudio 07:53
A força MINUSCA agrega militares e polícias de várias nacionalidade sob comando da ONU na República Centro Africana.
A força MINUSCA agrega militares e polícias de várias nacionalidade sob comando da ONU na República Centro Africana. AFP PHOTO / PATRICK FORT

A República Centro-Africana vai estar hoje em debate no Conselho de Segurança das Nações Unidas, em Nova Iorque, numa altura em que a situação de conflitos com os rebeldes "se mantém tensa" e pode levar a perturbações na região, segundo Vladimir Monteiro, porta-voz da operação MINUSCA da ONU no país.

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João Lourenço, Presidente angolano, vai marcar presença na reunião em Nova Iorque na qualidade de presidente da Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos, de forma a dar conta do acompanhamento que a região tem dado à República Centro-Africana.

"Os eventos de Dezembro de 2020 tornaram mais difícil a situação em termos de segurança, há deslocações de população devido às violências e essa situação além de prejudicar o próprio país, pode ter um impacto em toda a região e é por isso que a região está a intervir", disse Vladimir Monteiro, porta-voz da operação MINUSCA da ONU.

A Conferência Internacional para a Região dos Grandes Lagos é composta por Angola, Burúndi, República Centro-Africana, República do Congo, República Democrática do Congo, Quénia, Ruanda, Sudão do Sul, Sudão, Tanzânia, Uganda e Zâmbia.

Com mais de 15 mil militares e polícias no país, a força MINUSCA continua a ajudar as Forças Armadas nacionais a combater os rebeldes no Oeste do país.

"Há combates contra os rebeldes entre as forças armadas centro-africanas apoiadas por parceiros bilaterais. São combates isolados, mas a situação mantém-se tensa", sublinhou Vladimir Monteiro.

A expectativa é agora que o novo primeiro-ministro, Henri Marie Dondra, forme um novo Governo, não havendo, para já, instabilidade política no país.

"A expectativa em Bangui é de ver anunciado um próximo Governo. Há um novo primeiro-ministro e está-se à espera da nomeação do próximo Governo que faça face a todos os desafios, nomeadamente ao da segurança", relatou o porta-voz da ONU.

A força MINUSCA terá até ao final deste ano 17.420 militares e polícias na República Centro Africana.

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