Rui Jorge Semedo: «Não acredito que o poder volte rapidamente à Sociedade Civil na Guiné Conacri»

Áudio 12:22
O Golpe de Estado na Guiné Conacri decorreu no passado domingo 5 de Setembro.
O Golpe de Estado na Guiné Conacri decorreu no passado domingo 5 de Setembro. © REUTERS - STRINGER

A Guiné Conacri vive momentos de tensão após o Golpe de Estado que decorreu no passado domingo.

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O novo regime de transição da Guiné Conacri é liderado pelo tenente-coronel Mamady Doumbouya.

Entretanto a CEDEAO, Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental, decidiu suspender o país das instâncias regionais, mas sem sanções económicas, nem sanções individuais contra os golpistas.

A CEDEAO vai estar presente nesta quinta-feira em Conacri para encontrar os responsáveis do Golpe de Estado e analisar o futuro do Presidente Alpha Condé.

Recorde-se que a CEDEAO voltou a condenar as mudanças políticas anti-constitucionais realizadas pela força.

Para Rui Jorge Semedo, politólogo guineense, este Golpe de Estado não é uma surpresa para ninguém e pode pôr em perigo os países à volta inclusive a Guiné-Bissau, ele que não acredita que os militares vão rapidamente realizar eleições e devolver o poder à Sociedade civil.

Rui Jorge Semedo, politólogo guineense 09-09-2021

De notar que o Comité Nacional para a Unidade e Desenvolvimento da Guiné Conacri tem realizado várias reuniões inclusive com os embaixadores da China, da Turquia, da Rússia, da França, da Serra Leoa e dos Estados Unidos, isto para tentar apaziguar a situação.

 

CONVIDADO 09-09-2021 MM

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