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Imprensa Semanal

“Um mundo sem Trump”?

Áudio 04:13
Revistas da semana.
Revistas da semana. © RFI
Por: Carina Branco
10 min

Em destaque nas revistas francesas desta semana as eleiçoes presidenciais norte-americanas, com “L’Obs” a apontar Joe Biden e Kamala Harris como as hipóteses de “um mundo sem Trump” e “L’Express” a prometer “Tudo sobre Biden”. O Courrier International opta por destacar, em manchete, “A Turquia contra o resto do mundo”.

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Em manchete na L’Obs, Joe Biden e Kamala Harris e o título “Um mundo sem Trump”. A revista explica que “a algumas semanas do escrutínio, o democrata Joe Biden distancia-se de Donald Trump” e “a sua campanha arrancou”, com “um ambicioso programa de retoma económica ja comparado ao New Deal e um golpe de mestre: a sua numero dois Kamala Harris, ambiciosa e brilhante senadora da Califórnia”. L’Obs pergunta se “os dois vão conseguir reparar a democracia americana fragilizada e a apagar o balanço desastroso” de Trump? “Não vai ser fácil”, considera a revista, resumindo que esta é a “ultima oportunidade para a democracia”.

Também L’Express faz manchete com Joe Biden e promete contar “Tudo sobre Biden”, acrescentando a frase “Porque é que este homem vai surpreender”. Em editorial, pode ler-se que “se ganhar, o candidato democrata vai ter de reconciliar uma América que quase nunca esteve tão dividida”. Uma tarefa descrita como “dantesca” porque, considera a revista, “a ferida deixada pelo pirómano Trump é profunda”. Na introdução das reportagens, lê-se que “Joe Biden, de 77 anos, não é aquele que se pensa. Apresentado por Donald Trump como um homem de esquerda senil, ele pode vir a revelar-se como o homem que a América precisa”.

A revista tem, ainda, tem uma chamada de primeira página intitulada “Erdogan: a tentação expansionista”. Nas páginas interiores, o semanário titula “Erdogan cada vez mais agressivo” e explica que “o presidente turco multiplica as intervenções militares e os discursos marciais”, num estratégia descrita como “preocupante e que pretende fazer esquecer as dificuldades económicas do país”.

Le Point também tem uma chamada de primeira página intitulada “Nagorno-Karabah: mercenários sírios ao serviço de Erdogan”. De acordo com a revista, 1000 homens foram mobilizados para Bakou, a capital do Azerbaijão. 8000 libras turcas, ou seja, 860 euros é o salário mensal de Ibrahim, um sírio de 24 anos recrutado por três meses.

Mas a revista faz manchete com o caso Mila, descrito como “uma derrota francesa”. Em causa, a “história de uma rapariga ameaçada de morte e de violação por ter criticado o Islão num vídeo, que foi retirada do seu liceu e que ainda tem de se esconder”.

O Courrier International também faz manchete com o título “A Turquia contra o resto do mundo” sob uma caricatura do presidente Recep Tayyip Erdogan desenhado como o super-homem. “Nagorno-Karabach, Síria, Líbia, mar Egeu. Porque é que o regime de Erdogan intervém em todas as frentes? As analises da imprensa estrangeira”, pode ainda ler-se na capa.

No editorial, a revista explica que “ao apoiar o Azerbaijão hoje no conflito contra a Arménia, o presidente turco quer mostrar quem é o patrão na região”. Algo sublinhado no primeiro artigo do L’Orient-Le Jour que escreve que “não é um acaso que Ancara esteja na linha da frente do conflito numa altura em que a Turquia está hiperactiva no seu ambiente regional, tentando fazer avançar as coisas em todo o lado e ao mesmo tempo”.

O Courier Internationale destaca, ainda, a situação na Tailândia onde –escreve – “a juventude se revolta”. Esta edição apresenta sete páginas sobre o tema, nas quais as reportagens mostram como os jovens têm multiplicado os protestos desde o verão para exigir reformas constitucionais. “Quatro anos depois da morte do rei Bhumibol Adulyadej  que, apesar dos 70 anos de reino, era popular e respeitado, hoje a monarquia não é vista da mesma forma e o rei Vajiralongkorn concentra o descontentamento em torno do que ele é, do que ele faz e do que ele representa”.

O Courier Internationale também destaca que a imprensa do Sahel questiona a libertação de reféns no Mali perante o pagamento de um resgate e a libertação de terroristas. A revista também publica um artigo da norte-americana Foreign Policy sobre a guerra na internet entre a Etiópia e o Egipto em torno da maior barragem de África cuja construção terminou em Julho.

La Vie faz manchete com a situação hospitalar em França e titula “Médicos apesar de tudo”. A revista faz uma reportagem sobre “o que mudou a pandemia” na prática da medicina e na ligação aos pacientes. Além da falta de material, os testemunhos recolhidos por La Vie mostram o cansaço moral dos que estiveram na linha da frente contra a pandemia. Uma médica que esteve nos cuidados intensivos durante o confinamento diz que se sente “um pouco estragada sem saber bem porquê”. Uma outra médica de família avisa que “não vão aguentar muito mais tempo”.

No site da Jeune Afrique, destaque para uma reportagem intitulada “Angola: quando a cruzada anti-corrupção se vira contra João Lourenço”. A revista acrescenta que Edeltrudes Costa, director de gabinete do Presidente João Lourenço, é suspeito de conflito de interesses e enriquecimento ilícito, algo que desacredita a política presidencial de luta contra a corrupção.”

A revista também propõe uma reportagem sobre “Moçambique, Costa do Marfim e Benim: porque é que a Total aposta no mercado africano do gás natural liquefeito”.

 

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