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Joe Biden e Kamala Harris, presidente e vice-presidente eleitos dos Estados Unidos

Áudio 04:15
Joe Biden e Kamala Harris, presidente e vice-presidente eleitos dos Estados Unidos
Joe Biden e Kamala Harris, presidente e vice-presidente eleitos dos Estados Unidos © João Matos

Abrimos com LE POINT, que faz a sua capa com o incrível destino de Joe Biden e porque é que que uma vez mais Trump foi subestimado. Como vice-presidente, Biden, tem Kamala Harris, o sonho americano. É a primeira negra e com orgulho eleita para a vice-presidência.

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Desde começos de 1973 que Biden não esconde a sua ambição suprema de chegar à sala oval da Casa Branca. Em 2016 por exemplo queria disputar a investidura da Hillary Clinton, mas foi impedido, pela morte do filho, Beau, fulminado por um tumor no cérebro. 

Quatro anos depois é o triunfo, depois duma campanha difícil devido à epidemia do coronavírus, Biden, consegue ganhar dificilmente contra Donald Trump. Como vice-presidente, Biden, tem Kamala Harris, o sonho americano. É a primeira negra e com orgulho eleita para a vice-presidência.

Do outro lado, Trump, que perdeu a eleição presidencial, mas que foi subestimado, porque segundo LE POINT, os meios de comunicação social americanos vivem num mundo fechado elitista desconhecendo o eleitorado americano que vota pelo ainda presidente. New York Times, Washington Post, Boston Globe, CNN, MSNBC, entre outros, dirigem-se a uma elite isolada da realidade da população.

A esmagadora maioria dos jornalistas desses meios de comunicação social nunca encontrou em carne e osso um eleitor americano que vota Trump. O episódio Trump, deixa entender que a nossa profissão odeia a informação. O fenómeno Trump, é a grande falência dos meios de comunicação social, afirma, o editorial, do semanário, LE POINT.

Joe Biden, terá dificuldades para reconciliar os Estados Unidos

Também, CHALLENGEs faz a sua capa com o mundo novo de Joe Biden. O Presidente eleito terá dificuldades para reconciliar os Estados Unidos e implementar um programa digno do "new deal". Para já tudo começou mal. Um presidente cessante que recusa a realidade das urnas, um partido republicano paralizado que recusa desautorizar Trump. Um Senado que poderá cortar a estrada ao novo eleito, é este o retrato da América de Joe Biden.

Noutra passagem CHALLENGEs, refere-se à desinformação à imagem de Trump, com notícias falsas a correr o mundo. Trump já tinha preparado há muito tempo o seu eleitorado sobre o que ele chama "fraude", repetindo desde 3 de novembro que a eleição presidencial lhe foi roubada. Também em França há adeptos de Trump que propagam essas informações falsas, prometendo que haverá um inquérito sobre o plano de "comunistas para roubar a América", nota, CHALLENGEs.

Por seu lado, COURRIER INTERNATIONAL, destaca Adeus, Trump é hora da União Joe, que será o 46° Presidente dos Estados Unidos, tendo ao seu lado, Kamala Harris, primeira mulher, uma negra, a chegar à vice-presidência. Histórico!

Pode Biden, curar a América? pergunta, em capa, L'OBS. Em breve, 78 anos, Joe Biden, não era seguramente o candidato ideal. Com Kamala Harris, primeira mulher a ocupar o posto de vice-presidente, ele vai provavelmente ter de trabalhar com um Senado hostil. Com um país crispado ao meio, um eleitorado republicano gangrenado pela extrema direita e a conspiração e uma crise sanitária e económica devastadora, será que Biden, conseguirá sarar as feridas da América?

Ele tinha um programa tão ambicioso como o New deal de Roosevelt, mas terá de se contentar com um poder limitado. Joe Biden não conseguiu a grande vitória que sonhou. Ele corre o risco de governar com um Senado hosti, um Donald Trump presente e uma América assaltada pela conspiração, nota, L'OBS. 

Enfim, "good luck", boa sorte, destaca, L''EXPERSS, referência, a Biden, futuro presidente que quer unificar a América, mas a margem de manobra é estreita. 

Donald Trump, resmunga, pela simples razão de que 75 milhões de americanos acabam de lhe dizer não, preferindo escolher Joe Robinette Biden, 77 anos, como 46° Presidente eleito dos Estados Unidos. Sábado, 7 de novembro, após 5 dias de suspense, os meios de comunicação social confirmaram o avanço definitivo de 5 milhões de votos do candidato democrata sobre o presidente cessante, acrescenta, L'EXPRESS. 

 

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