Imprensa Semanal

Militantismo radical descolonial americano inspirado por filósofos franceses

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Militantismo radical descolonial americano inspirado por filósofos franceses
Militantismo radical descolonial americano inspirado por filósofos franceses © João Matos

Abrimos esta Imprensa semanal com L'EXPRESS, que faz a sua capa com os descoloniais, os obcecados da raça, os novos sectários. Vindos dos Estados Unidos, são disciplinas focadas nas identidades que estão a provocar agitações nas Universidades francesas e alimentam um novo militantismo radical. 

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Estas teorias destabilizam o universalismo republicano. Há alguns meses, universitários fundaram o Observatório do descolonialismo e das ideologias identitárias para, segundo o linguista, Jean Szlamowicz, conter a propagação de um discurso segundo o qual o indivíduo reduz-se apenas à sua pertença de raça ou de género.

Mesmo o chefe de Estado ficou ressentido. Emmanuel Macron advertiu contra certas teorias das ciências sociais totalmente importadas dos Estados Unidos  da América, mas reconheceu ao mesmo tempo que há um privilégio branco, um dos dogmas desse movimento radical. 

Neste contexto, New York Times, apresentou a França como uma nação de irredutíveis gauleses agitando o espantalho americano para não de se confrontar com o racismo sistémico que discrimina uma população que passou a ser multiétnica. 

Mas para a escritora britânica, Helen Pluckrose, co-autora da obra Teorias cínicas, isto tudo é rídiculo, porque essas teorias tiveram origem em França, com os filósofos franceses, Michel Foucault, Jean-François Lyotard e Jacques Derrida, que as introduziram nas Universidades americanas, nota, L'EXPRESS. 

China tem um projecto de destruição cultural do povo uigur

Por seu lado, L'OBS, destaca em capa, uigures, o genocídio escondido. Desde 2017 o Estado chinês adoptou métodos de terror para assimilar à força as etnias minoritárias de Xinjiang. Um relatório oficial de 2018, reconhece a existência de um projecto de destruição cultural.

Em maio de 2018, três investigadores chineses deslocaram-se a Hotan, no sul de Xianjiang, com a missão de recolher informações sobre a redução da pobreza e transferência de mão de obra, e publicaram um relatório em dezembro do mesmo ano, recomendando medidas drástricas e urgentes ao governo chinês. 

A transferência de povos para outras regiões é um método muito eficaz para reformar e assimilar os jovens uigures, ou mesmo para reeducar os espíritos de delinquentes uigures, escreve o relatório, citado, pelo semanário, L'OBS. 

Os males por que passam os professores, destaca, LE POINT. Islamismo, respeito, disciplina, mérito, um antigo director duma Escola prepatória secundária, analisa os males da sociedade francesa transformada por novos fenómenos religiosos e o proselitismo, mas também a violência, combates ideológicos, discriminações, questões que o Estado não soube ou não pôde reagir e encontrar soluções, nota, LE POINT. 

Enfim, JEUNE AFRIQUE online, dá relevo a uma entrevista com Eddie Komboïgo, Presidente do Congresso para a democracia que se tornou esta sexta-feira o chefe de fila da oposição política de Burkina Faso, falando do renascimento do partido e o seu posicionamento no processo de reconciliação ou ainda o regresso de Blaise Compaoré ao país, depois de um exílio desde 2014 na Costa do Marfim.

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