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Eleições amanhã nos Estados Unidos sob alta tensão exacerbada pela crise de Covid-19

Áudio 04:16
Eleições nos Estados Unidos sob alta tensão exacerbada pela crise de Covid-19
Eleições nos Estados Unidos sob alta tensão exacerbada pela crise de Covid-19 © Studio graphique FMM

Abrimos com LE MONDE que titula, momento decisivo para os Estados Unidos. É uma eleição sob alta tensão exacerbada pela crise do Covid-19. As sondagens indicam um nítido avanço dos democratas nos Estados decisivos, quando os observadores evocam riscos de violência eleitoral sem precedentes.  

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A eleição presidencial de amanhã, 3 de novembro, ocorre num clima de fortes tensões relacionadas nomeadamente com a crise sanitária. Numerosos americanos receiam a reacção de Donald Trump e de certos dos seus apoiantes em caso de vitória do seu rival democrata. É uma eleição sob alta tensão exacerbada pela crise do Covid-19.

As sondagens indicam um nítido avanço dos democratas nos Estados decisivos, quando os observadores evocam riscos de violência eleitoral sem precedentes. Biden aproveita-se duma dinâmica lançada em 2018 e que poderia traduzir-se por uma maioria reforçada dos democratas na Câmara dos representantes, no dia 3, enquanto o Senado, continua a ser muito disputado, nota, LE MONDE. 

Por cá em França, LE FIGARO titula, Samuel Paty, homenagem sob alta tensão nas escolas. Os alunos estão hoje de regresso às aulas, quando o país confrontado com uma nova onda de ataques de radicais islâmicos tem os seus professores a prestar uma homenagem ao colega Samuel Paty. Os alunos aceitarão prestar homenagem ao professor assassinado por ter mostrado numa sala de aulas  caricaturas de Maomé? Um exercício delicado, nota, LE FIGARO.

Por seu lado, LIBÉRATION,  titula, laicidade, professores na linha da frente. Não preparados para abordar com os alunos o assassínio do colega, Samuel Paty e delimitados a potenciais espaços sem garantias sanitárias, os professores iniciam este regresso escolar com o sentimento de terem sido abandonados. Num país confinado para lutar contra a epidemia de Covid-19, os professores regressam às aulas preocupados por não terem protecção suficiente e ainda sacudidos pelo atentado de 16 de outubro, observa, LIBÉRATION. 

Covid-19, terrorismo, a escola no centro das tensões, titula, L'HUMANITÉ. Aumenta a cólera no seio dos professores submergidos por um protocolo sanitário irrealista e uma homenagem precipitada a Samuel Paty. É mais uma cacofonia que poderia ter sido evitada. "Nunca há tempo para juntos reflectirmos e construirmos colectivamente", afirma, Émeline, professora de francês de um liceu. Devido a esta desorganização já há apelos à greve, nota, L'HUMANITÉ.

Regresso às aulas das escolas e liceus em França com Covid

Dever de História, titula, LA CROIX. Neste dia de regresso às aulas depois de todos os santos escolas e liceus prestam uma homagem ao professor de história assassinado por um terrorista islâmico a 16 de outubro. Como reencontrar os alunos e como continuar a ensinar os valores da República, a liberdade expressao, o respeito eplo outro e a laicidade?

"Damos ao propfessor de história, igualmente encarregado da educação cívica e moral, um papel enorme", suspira Fabien Mione. Ora, só vemos os alunos 4 horas por semana e não temos a solução para resolver tudo, sublinha o professor de História que recorda os atentados de 11 de setembro nesses termos: "no final de um encontro de trabalho com 50 alunos do 9°ano, dois deles, ainda acreditavam numa conspiração. O que é que eu poderia acrescentar? Eu fiz o meu trabalho, mas não sei o que se passa com eles em casa", acrescenta desmoralizado o professor, citado pelo jornal, L'HUMANITÉ.

Em relação ao continente africano, LE MONDE, destasca Argélia, onde os argelinos ignoraram ontem as urnas no quadro do referendo sobre a revisão da Constituição. A taxa de participação foi de apenas 23,7%, nível mais baixo desde 1962. Argélia acordou esta segunda-feira numa incerteza política que o referendo constitucional de ontem não levantou de modo nenhum. 

Complicou mesmo a tarefa de um regime que esperava neutralizar através deste escrutínio a dinâmica de protesto do movimento de contestação de 2019. Apesar da vitória do sim ao referendo, a fraqueza da participação lança uma sombra sobre a legitimidade popular que o presidente Abdelmadjid Tebbboune desejava caucionar a sua resposta política ao movimento de protesto que atingiu o país desde 2019; 

A operação de reconquista da opinião iniciada com a eleição presidencial, em dezembro, que teve uma taxa de participação de 40%, tem dificuldades em impor-se apeasar da suspensão das marchas populares devido à pandemia de Covid-19, acrescenta, LE MONDE. 

 

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