Revista de Imprensa

Trump contesta antecipadamente veredicto das urnas que dão vantagem a Biden

Áudio 04:43
Trump contesta antecipadamente veredicto das urnas que dão vantagem a Biden
Trump contesta antecipadamente veredicto das urnas que dão vantagem a Biden Studio graphique FMM

Abrimos com LE MONDE a titular, Trump contesta antecipadamente o veredicto das urnas. Neste combate com tonalidades conspiracionistas, Donald Trump, aparece, no entanto, cada vez mais isolado, com uma parte dos republicanos a afastar-se dele. 

Publicidade

Antes mesmo que termina a contagem dos votos em vários Estados decisivos, que parece dar vantagem a Joe Biden, o presidente cessante, Trump, evocou ontem um roubo da eleição presidencial. Trump, denunciou uma enorme corrupção e uma grande fraude na votação por correspondência e uma ingerência eleitoral por poderosos interesses especiais.

Neste combate com tonalidades conspiracionistas, Donald Trump, aparece, no entanto, cada vez mais isolado, com uma parte dos republicanos a afastar-se dele. O presidente cessante refugia-se na recusa da realidade tendo com ele apenas o seu clã, sem dizer que as queixas que apresenta nos tribunais não têm pernas para andar, nota, LE MONDE.  

América no fio da navalha, titula, LIBÉRATION. Joe Biden, quase Presidente. A Sala oval aproxima-se do antigo vice-presidente de Obama. Mas três dias depois das eleições americanas um punhado de Estados decisivos continua a apurar os votos num interminável epílogo de uma guerra de nervos desconcertante.

Submergida por uma participação histórica e um recurso inédito à votação por correspondência, a América continua a contar boletim de voto por boletim de voto. O fenómeno não é novo, pois, em todas as eleições que cada Estado organiza segundo as suas próprias regras a contagem pode levar vários dias ou semanas até aos resultados finais. E sem o apuramento nos Estados de Arizona, Nevada, Georgia, Pensilvânia e Carolina do Norte, nem Joe Biden nem Donald Trump, estão em condições de atingir o número mágico de 270 votos dos grandes eleitores para ganhar a eleição presidencial, nota, LIBÉRATION.  

Biden, a caminho da vitória?, pergunta, em título, L'HUMANITÉ. Os boletins continuam a ser contados em 6 Estados decisivos, onde se prevê recontagens e recursos para o tribunal. Segundo o último apuramento, Joe Biden tem 4 milhões de votos a mais do que Trump, um avanço que poderá atingir no fim os 5 ou 6 milhões de voto, nota, L'HUMANITÉ.   

A América com ou sem Trump, titula, LA CROIX. Mesmo quando Joe Biden confirmar a suas entrada na Casa Branca, o trumpismo veio para durar. Com ou sem Donald Trump, o nacional populismo americano permanecerá uma força política. O movimento poderá tomar diferentes formas e os republicanos bater-se-ão por captar a sua herança. É uma realidade incontornável dos resultados das eleições americanas.

Donald Trump consegue 68 milhões de sufrágios apesar duma governação caótica 

O Presidente cessante obteve 68 milhões de sufrágios, o que representa pelo menos 4 milhões de votos a mais do que em 2016, cerca de 48 % do voto popular. 4 anos de uma governação caótica, um procedimento de destituição e uma pandemia que matou 233 000  americanos não impediram que Trump pudesse conservar cerca de metade dos eleitores e mais de 90 % dos votos republicanos. Isto tudo, segundo sondagens de boca das urnas, 18 % dos votos dos negros, 36 % dos latinos e 58 % dos brancos, acrescenta, LA CROIX.

Sobre a França, LIBÉRATION, destaca teletrabalho, entorse às regras no reino do compadrio. Contrariamente ao que se passou na passada primavera, em que o trabalho à distância, foi muito praticaco, com o novo confinamento, as empresas e administrações públicas arrastam com os pés para cumprir as directivas do governo.

Funcionários e empregados sofrem com as chantagens dos patrões para marcarem presença nos locais de trabalho sob pena de despedimentos. As repartições e empresas praticam o teletrabalho consoante a cara do freguez, não respeitando o teletrabalho aconselhado pelo governo, acrescenta, LIBÉRATION. 

Por seu lado, LE FIGARO, titula, terrorismo: Macron quer reforçar as nossas fronteiras. O chefe de Estado quer duplicar o número de efectivos da polícia de fronteiras e reformar o espaço Schengen para lutar contra a imigração clandestina e as redes de traficantes que frequentemente estão ligadas ao terrorismo. 

Face à intensificação da ameaça terrorista, Macron, quer mostrar a sua determinação no combate à imigração clandestina e ao terrorismo islâmico, admitindo, que teremos outras derrotas, mas no final teremos a vitória, neste combate que vai durar vários anos, sublinhou, ao jornal LE FIGARO.

Enfim, em relação ao continente africano, LIBÉRATION, destaca Costa do Marfim, mergulhada de novo na instabilidade. Após a reeleição de Alassane Ouattara, uma vaga de violência assola o país e várias figuras públicas foram presas.  Um conselho nacional de transição foi criado para desafiar o Presidente. A oposição e nomeadamente o antigo presidente Henri Konan Bédié, ex-aliado de Ouattara, não reconhecem a eleição para a qual o presidente cessante concorreu para um terceiro mandato violando a Constituição, acrescenta, LIBÉRATION. 

NewsletterReceba a newsletter diária RFI: noticiários, reportagens, entrevistas, análises, perfis, emissões, programas.

Acompanhe toda a actualidade internacional fazendo download da aplicação RFI