Revista de Imprensa

Covid-19, a esperança de uma vacina mas subsistem interrogações

Áudio 04:20
Covid-19, a esperança de uma vacina cada vez mais clara.
Covid-19, a esperança de uma vacina cada vez mais clara. Studio graphique FMM

Abrimos com LE MONDE que titula, Covid-19, a esperança de uma vacina cada vez mais clara. Grupo americano Pfizer anunciou que tem pronto uma vacina. Os especialistas aguardam uma validação dos ensaios clínicos e informações sobre a duração da imunidade oferecida pela futura vacina.

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O grupo americano Pfizer e o seu parceiro alemão BioNTech declararam ontem ter protagonizado uma vacina eficaz a mais de 90%. Os conceptores esperam que a vacina estará no mercado me fins deste mês. As Bolsas do mundo inteiro dispararam em flecha com este anúncio de esperança. 

Os especialistas aguardam uma validação dos ensaios clínicos e informações sobre a duração da imunidade oferecida pela futura vacina. Projectos concorrentes de outros grupos farmacêuticos em diferentes países chegam igualmente a uma fase avançada nos seus ensaios clínicos. A produção industrial deve rapidamente começar mas o custo da vacina poderá ser demasiado pesado para certos países, acrescenta, LE MONDE.

Por seu lado, LE FIGARO, titula, vacina anti-Covid, uma esperança com interrogações. Efeitos secundários, produção, armazenagem a 70° negativos... os resultados muito prometedores apresentados pelo Pfizer levantam muitas interrogações sobre a colocação da vacina, nota, LE FIGARO. 

LIBÉRATION, titula, governo francês, a dúvida Castex. Se o primeiro ministro é um executante perfeito para o presidente, a sua discrição e falta de autoridade favorecem tiradas descontroladas dos seus ministros. Tendo assumido as funções em plena crise sanitária, o primeiro ministro, que serve de escudo ao Presidente, não tem autoridade sobre os seus ministros.

Primeiro ministro francês pouco carismático e sem autoridade

O presidente Macron, parece gostar porque não chamou os ministros à pedra. Foram os dirigentes do seu partido república em Marcha, Christophe Castaner e Stanislas Guerini, que enviaram mensagens aos ministros pedindo-os para ajudarem o primeiro minsitro, Jean Castex.Mas, a secretária de Estado de economia social, Olivia Grégoire, preveniu que o primeiro ministro, Castex, tem muito mais combatividade e profundidade do que muitos pensam, sublinha, LIBÉRATION.

Por seu lado, LA CROIX, titula, comércio a bóia digital. A sobrevivência de várias butiques passa pela venda online pelo que o governo anunciou um novo pacote de ajudas ao sector. Mas é uma medida complicada a ser implementada pelos pequenos comerciantes.

Apenas uma em 3 micro empresas dispoe de um site enquanto outras se desenrascam com um número de telefone ou um endereço mail. O ministério da Eonomia e Finanças, deseja que essas empresas apanhem o comboio da Net até fins de 2021. O ministro da economia, Bruno Le Maire, anunciou uma ajuda de 500 € aos comércios fechados que queiram entrar no combio para além de subvenções a associações de grupos territoriais para o desenvolvimento de plataformas locais de e-commerce, nota, LA CROIX.

O verdadeiro balanço das 40 maiores empresas, titula, L'HUMANITÉ. Despedimentos, paridade, acidentes de trabalho... o balanço é assustador, segundo o relatório do Observatório das multinacionais, que sublinha a necessidade de um controlo democrático das grandes empresas. Esses grandes grupos têm uma estratégia anti-social, que aposta nos despedimentos, desigualdades entre homens e mulheres ou opacidade a todos os níveis, acrescenta o relatório, citado pelo jornal L'HUMANITÉ.

Na actualidade política mundial, LE MONDE, destaca, Estados Unidos, Geórgia, no coração da batalha pelo Senado. Os democratas cobiçam os dois assentos do Estado nas mãos dos republicanos por ocasião da segunda volta em janeiro. Isto quando ainda não terminou a contagem dos votos no estado das eleições presidenciais de 3 de novembro, acrescenta, LE MONDE.

Em relação ao continente africano, LE MONDE destaca, Etiópia, o receio de um conflito de grandes dimensões na região do Tigre. O dirigente etíope Abiy Ahmed mobiliza o exército contra o partido, Frente de libertação do Tigre, à frente da província, em dissidência contra o governo federal. E as tropas governamentais do primeiro ministro Ahmed, têm recebido ajuda da província vizinha de Amhara, acrescenta, LE MONDE.

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