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Covid provoca transtornos psíquicos e depressão mesmo em crianças em França

Áudio 04:32
Maradona morreu e invade primeiras páginas dos jornais franceses
Maradona morreu e invade primeiras páginas dos jornais franceses © Fotomontagem RFI

Abrimos esta revista de imprensa com LE MONDE a titular covid efeitos importantes na saúde mental. Os centros especializados estão a rebentar pelas costuras com admissões de crianças apresentando certos transtornos psiquícos e certos hospitais alertam para o aumento de tentativas de suicídio.

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A ansiedade relacionada com a doença e os efeitos do confinamento têm graves consequências na saúde psíquica de uma parte da população. Os estados depressivos estão a crescer exponencialmente e são verificados em doentes com depressões pós-infeccciosas e um aumento de dependdntes de drogas. 

Os centros especializados estão a rebentar pelas costuras com admissões de crianças apresentando certos transtornos psiquícos e certos hospitais alertam para o aumento de tentativas de suicídio. Na primeira linha cerca de 30% do pessoal da saúde apresentam sintomas pós-traumáticos e na mesma proporção sinais de depressão. Esta crise é sempre inscrita no quadro da emoção considera o psiquiatra, Michel Lejoyeux. Ansiedade, stress e depressão, constituem uma autêntica pandemia com consequências nefastas para a saúde mental, nota, LE MONDE. 

LE FIGARO, titula, os desiludidos do desconfinamento pressionam o executivo. Confrontado com a raiva dos franceses forçados ao confinamento, o Primeiro ministro, Jean Castex, apresentou hoje os últimos ajustes de um desconfinamento acente em três etapas: abertura dos comércios já no sábado depois da revolta dos comerciantes, ûma segunda etapa de passagem de confinamento para recolher obrigatório em dezembro e para janeiro a terceira etapa com a abertura de restaurantes e de aulas presenciais nas Universidades e mesmo o levantamento do recolher obrigatório até uma vida normal. Mas tudo teoricamente porque ninguém sabe como evolui esta pandemia da Covid, nota, LE FIGARO. 

Versalhes, o Palácio que nunca dorme, titula, LA CROIX. Confinado desde 30 de outubro, o Palácio está em obras quase 24 horas por dia esperando reabrir as portas ao público a 15 de dezembro. 70 técnicos e operários especializados de 40 empresas renovam Versalhes nomeadamente a restauração espectacular da sua capela real que apresentará uma exposição retrospectiva do retratista, Hyacinthe Rigaud, quando abirá em grande as suas portas em dezembro, nota, LA CROIX. 

Morreu o menino de ouro da bola redonda Maradona

Adios compañero, Diego Maradona, 1960-2020, titula, L'HUMANITÉ, exibindo uma foto do menino de ouro do futebol argentino e mundial. Mito do futebol mundial, o argentino, morreu ontem. É um dos futebolistas mais carismáticos e dos mais controversos da história que nos deixou. Diego, Dieguito, Armando Maradona partiu. Desta vez aquele que esteve várias vezes às portas da morte devido aos seus excessos mas que tuteou o sublime mais do que ninguém, conseguiu agarrar mesmo a mão de Deus, observa, L'HUMANITÉ, numa referência à sua morte mas também ao famoso golo que marcou com a mão, marcando espíritos em todo o mundo .

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, celeste, em relação a Maradona cuja foto ocupa a primeira página. Morreu a lendária figura do futebol mundial, El Pibe de Oro, o menino prodígio da bola redonda. Diego Maradona, conhecido também por El Diez, número 10 da sua camisola morreu ontem em Buenos Aires fulminado por um ataque cardíaco.

Teve uma vida de excessos de todo o tipo, desde a sua dependência a cocaína, suspensão por dopagem, ataques a jornalistas com espigarda de ar comprimido, suas viagens a Cuba para ver o amigo Fidel Castro, a ponto de os seus fãs pensarem que o craque de futebol era imortal. Mas acaba de morrer aos 60 anos depois de fazer sonhar o mundo inteiro pela sua habilidade a jogar o futebol, nota, LIBÉRATION. 

Em relação ao continente africano, o mesmo LIBÉRATION, destaca Líbia, Jabir Zaien do militantismo às masmorras. Devido ao seu combate a favor dos direitos humanos, o sudanês, que chegou à Líbia aos 6 anos foi vítima em 2016 de um desaparecimento forçado, um rapto levado a cabo pelas forças armadas com a cumplicidade do Estado. Jabir Zaien, conseguiu sair da Líbia e hoje está refugiados em Paris, nota, LIBÉRATION. 

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