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Revista de Imprensa

França vai rever artigo 24 para acabar com crise político-social

Áudio 03:33
jornais franceses 2-12-2020
jornais franceses 2-12-2020 © RFI
Por: Lígia ANJOS
8 min

No conservador Le Figaro a "Lei de segurança global", um recuo que levanta alguma confusão. Em plena crise sanitária e económica, o primeiro-ministro francês, Jean Castex, tenta acalmar a agitação e resolver a crise política levantada pela sua maioria.

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"Depois da tempestade a bonança parece estar de regresso aos bancos da Assembleia, depois do chefe de Estado ter decidido rever o artigo 24 do projecto de lei de segurança global", escreve o jornal conservador. A confusão instalada nos últimos dias acaba por revelar um verdadeiro fiasco político: "rever o artigo 24 para acabar com a crise", escreve o Le Figaro.

Este tema é também desenvolvido no comunista l’Humanité: "a urgência de voltar atrás com a lei de segurança global. Os esforços de um grupo coordenado contra este texto prosseguem, numa altura em que o governo anunciou a revisão do projecto-lei, um retrocesso sem qualquer garantia", escreve o l’Humanité.

O ministro do Interior Gérald Darmanin mantém-se fiel à sua linha política sobre violências policiais. Interrogado por deputados da comissão das leis, o ministro do reiterou o apoio ao governador civil Didier Lallement. Questionado sobre o caso do produtor de música Michel Zecler, agredido por quatro polícias, entretanto indiciados e detidos, o ministro do Interior admitiu que "o caso revela problemas estruturais", mas acabar por contrariar a afirmação ao defender que "individualidades não fazem um colectivo" e ao ser intransigente com "ataques à instituição que é a polícia", sublinha o l’Humanité.

"A França dos despedimentos",  titula o vespertino Le Monde. Apesar das ajudas do Estado francês, o país contabiliza 35.000 despedimentos nos últimos três meses, efeitos da crise sanitária na economia e no emprego reflectem-se em todo o país. Mais de 330 empresas anunciaram a redução de trabalhadores nos últimos três meses. Investigadores acreditam que o pior está para vir com as falências de empresas, que arrastar consigo dezenas de milhares de despedimentos em 2021.

Em destaque no esquerdista Libération "as dúvidas da juventude". Esta quarta-feira, o jornal dedica a edição à juventude e questiona: "o que é ter vinte anos em 2020?" - têm a idade em que tudo é possível, mas o vírus tornou a vida quase impossível. A geração sacrificada para uns e imatura para outros. "É preciso deixá-los traçar um mundo no qual vão viver", descreve na primeira página o Libération.

"Covid-19, um Natal prudente", titula o Aujourd'hui en France. Entre distanciamento social e deslocações limitadas, os franceses preparam as festas de fim de ano em pequena comitiva, como revela uma sondagem da Ifop.

"Líbano, a iniciativa francesa num impasse", titula o conservador Le Figaro. Paris e ONU organizam esta quarta-feira uma video-conferência com chefes de Estado para avançar com a ajuda financeira prometida em centenas de milhões de dólares. Esta ajuda revela-se hoje ainda mais importante pelo facto de o Líbano mergulhar numa crise sem precedentes, com o agravar do sistema financeiro e monetário, a pandemia Covid-19 e a explosão de 4 de Agosto no porto de Beirute.

Em destaque no comunista l’Humanité "trabalhadores da empresa de electricidade de França - EDF -  alertam para projectos de desmantelamento de duas empresas estatais", um plano que ameaça acabar com empresas públicas de energia.

No católico La Croix, "A guerra no Tigré: os refugiados contam histórias de fuga". Refugiados no Sudão, estas vitimas denunciam uma tentativa de limpeza étnica. Não acreditam na queda da capital regional, Mekele, anunciada pelo primeiro-ministro etíope a 28 de Novembro.

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