Revista de Imprensa

França ultrapassada pela repentina afluência dos franceses à vacinação

Áudio 03:39
França ultrapassada pela repentina afluência dos franceses à vacinação
França ultrapassada pela repentina afluência dos franceses à vacinação © Siegfried Forster / RFI
Por: RFI
8 min

Abrimos com LE MONDE a titular, Covid, França ultrapassada pela repentina afluência dos franceses à vacinação. Números congestionados, marcações para a vacina anuladas, os centros de vacinação ficaram congestionados depois do alargamento da campanha aos mais de 75 anos, no dia 18 de janeiro. 

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Face à preocupação que aumenta o ministro da Saúde  comprometeu-se a reforçar a transparência e a melhorar o dispositivo nos próximos dias. Em todo o país inúmeros eleitos locais denunciam o fraco número de entregas de doses de agulhas e seringas e a falta de clareza do processo. 

A implementação dos testes nas escolas levanta questões quando o ministério da Educação quer testar entre 1 milhão e 1,5 milhão e meio de voluntários. Politicamente minado, o debate está quente na Europa sobre a instauração de um passaporte de vacina para relançar o turismo, nota, LE MONDE. 

No internacional, LE FIGARO, titula, Joe Biden, um mandato  para reconciliar a América. 200 mil bandeiras cravadas n ochão do Memorial de Washington substituem a multidão mantida  à distância da cerimónia da investidura por causa da Covid. O 46° Presidente dos Estados Unidos, presta juramento e assume as rédeas do poder num país arrasado pela Covid e envenenado pela desunião que tem à frente desafios colossais, nota, LE FIGARO.

Estados Unidos, a vez de Joe Biden

Uma presidência para mudar os Estados Unidos, pergunta, em título, L'HUMANITÉ. Os americanos espram políticas audaciosas sobre a Covid, as desigualdades e o racismo sistémico. Com uma maioria na câmara dos representantes e no Senado, Biden dispoe de todos os mecanismos parlamentares para fazer essa reforma.

No seu estilo inimitável dos trocadilhos, LIBÉRATON, titula, Let's Joe, brincando com o nome do novo Presidente e a ideia de movimento, numa tradução livre, vamos a isso Joe. Biden recupera um país dividido e corroído pela Covid e uma economia devastada. Biden vai ter pois que trabalhar no duro para recuperar esse país dilacerado, nota, LIBÉRATION.  

Também, LA CROIX, titula os Estados Unidos, a viragem Joe Biden. No seu editorial, regresso à moderação, LA CROIX, nota que o momento de transferência de poder é aquele em que uma democracia demonstra que é verdadeiramente uma democracia.

Um Chefe de Estado ou de governo transmite com elegância as responsabilidade a aquele que o sucede. Os Estados Unidos não conhecerão todavia hoje esse momento, pois Joe Biden presta juramento na ausência de Donald Trump que já estará a caminho de Flórida. Mais vale que seja assim, tão são profundas as feridas deixadas nos espíritos que ainda vivem o assalto dde partidários de Trump ao Capitólio, local precisamente da investidura, sublinha, LA CROIX. 

Por sua vez, LE MONDE, escreve que entre Biden e Trump, há uma transição hostil. Joe Biden é investido hoje em Washington como 46° Presidente dos Estados Unidos. Contrariamente à tradição, Donald Trump, não assistiu à investidura evitando encontrar-se com o seu sucessor. O Presidente cessante aproveitou para agraciar 73 pessoas, nomeadamente, o seu antigo conselheiro pessoal, Steve Bannon, acrescenta, LE MONDE.

Sobre o continente africano, pistas para reconciliar a França e Argélia. O historiador Benjamim Stora entregou hoje ao Presidente, Macron o relatório que lhe foi solicitado e no qual preconiza a implementação duma comissão Memória e Verdade. O relatório inscreve-se numa relação diplomática complexa entre Paris e Argel, numa altura em que o Presidente argelino, Abdelmadjid Tebboune, está enfraquecido pela doença, nota, LE MONDE. 

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