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Franceses são dos europeus mais críticos ao poder nesta pandemia da Covid

Áudio 03:58
Franceses são dos europeus mais críticos ao poder nesta pandemia da Covid
Franceses são dos europeus mais críticos ao poder nesta pandemia da Covid REUTERS/Stephane Mahe
Por: RFI
7 min

Abrimos com LE MONDE a titular Europa, dirigentes face à lassidão da opinião pública. Após um ano de pandemia, o sentimento de desconfiança em relação ao poder é maior em França do que no Reino Unido, Alemanha ou Itália. 

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Em Berlim, mais de 40. 000 mortos durante a segunda vaga do coronavírus  não amachucaram a imagem de Angela Merkel nem pabalaram a fé dos alemães nas instituições do país. 

Também o barómetro da Cevipof sublinha que os franceses continuar a acreditar no das instâncias de proximidade. Em contrapartida a necessidade duma respiração democrática ultrapassa de longe a falta de autoridade a um ano das eleições presidenciais, nota, LE MONDE. 

Côte d'Azur, costa de alaerta, titula, LIBÉRATION. Devido aos maus números da Covid  e ao apelo doministro Véran para um endurecimento das medidas sanitárias naquela região dos Alpes marítimos do sul das França auguram o mesmo para breve em todo o território francês?

De visita a Nice, o ministro da Saúde perante a situação preocupante com o aumento do número de casos da Covid equacionou uma quarentena local com o objectivo de estancar uma propagação da estirpe inglesa do vírus para o resto do país, nota, LIBÉRATION. 

Poupança dos franceses, alavanca da recuperação económica

Por seu lado, LE FIGARO, titula, poupança dos franceses, alavanca decisiva da recuperação económica. Entre 2020 e 2021 os franceses pouparam 200 mil milhões de euros a mais que antes da Covid. Uma grande massa de dinheiro que o governo já quer orientar para as despesas e investimentos.

Neste ano os franceses não gastaram cerca e 130 mil milhões de euros, um gigantesco montante de dinheiro depositado nas correntes correntes ou a dormir em casa em pés de meias, sem dizer que o Banco de França tem um excesso de 70 mil milhões de euros por causa de encerramento de sucursai, sublinha, LE FIGARO.

Para L'HUMANITÉ, é a cólera dos jovens precários. São penalizados com os novos cálculos contabilísticos da atribuição personalizada da ajudas, pois, ficam a perder dinheiro, tanto os estudantes que fazem biscates como pequennos trabalhadores pobres, nota, L'HUMANITÉ.

O mistério dos irmãos religiosos Philippe, titula, LA CROIX. O jornal tenta compreender como é que dois dominicanos condenados em Roma em 1956 num escândalo misturando mística e abusos sexuais puderam servir de modelos em toda a impunidade.

No internacional, LE MONDE destaca uma campanha de vacinação sabotada no Brasil. Notório anti-vacina, Jair Bolsonaro, apelou o povo a não servir de cobaia a laboratórios farmacêuticos.  E no Peru, Argentina e Chile multiplicam-se igualmente os escândalos, acrescenta, LE MONDE.

Em relação ao continente africano, LE MONDE refere-se ao fim do comércio atípico no norte do Marrocos. O encerramento da fronteira com os enclaves espanhóis por causa da Covid-19, em março de 2019, desferiu um duro golpe à economia de Fnideq, arredores e toda a região dependente do comércio com Ceuta e Melila  mais a leste, nota, LE MONDE.

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