Plano de recuperação de Joe Biden suscita debates em França e Europa

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Plano de recuperação de Joe Biden suscita debates em França e Europa
Plano de recuperação de Joe Biden suscita debates em França e Europa ©

Abrimos esta revista de imprensa com LE MONDE a titular, recuperação económica, o efeito Biden em debate em França. O presidente americano tornou-se uma referência para uma parte dos políticos e económicos franceses inspirados pela dimensão do seu plano de relançamento económico.

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Os Estados Unides desbloquearam 3 biliões de dólares para apoiar a economia e equacionaram ainda 2 biliões de dólares para investimentos nas infraestruturas. 

Em França, enquanto o custo da crise representa para as finanças públicas cerca de 425 mil milhões de euros nos próximos 3 anos, o executivo recusa aumentar qualquer tipo de impostos.

Em Bruxelas, a comissão europeia apresentou a sua estratégia para relançar o plano europeu de 806 mil milhões de euros mas persistem bloqueios. Coloca-se a questão de anular uma parte da dívida das empresas francesas que estão com problemas de solvabilidade, acrescenta, LE MONDE.

O mesmo vespertino refere-se ainda à suspensão de voos provenientes do Brasil, com medo da propagação da estirpe brasileira da Covid, é considerada tardia e insuficiente tendo em conta que não há medidas estritas de quarentena até ao momento. 

Por seu lado, LIBÉRATION, titula, Covid, a tragédia brasileira. Em média 3 000 mortos por dia, uma gestão caótica da crise feita pelo presidente Bolsonaro, o país perdeu o controlo da pandemia e está atingido por uma virulenta estirpe do vírus que causa alarme em todo o mundo, nota, LIBÉRATION. 

LE FIGARO, titula, vacinação, será que a França vai cumprir os seus objectivos? As dificuldades acumulam-se mas graças ao aumento das vacinas de raíz ácido ribonucleico mensageiro permanece a esperança de até ao fim de verão se conseguir uma imunidade colectiva, nota, LE FIGARO.

100 000 mortos, balanço assustador, titula, L'HUMANITÉ. A França é o oitavo país no mundo a ter este número de mortos da Covid. Um drama que questiona as escolhas feitas ao mais alto nível do Estado. Esta cifra simbólica poderia ter sido muito mais tarde se certas decisões políticas não fossem tomadas sem debate por Macron que decidiu não adoptar o recofinamento de janeiro apesar dos alertas, nota, L'HUMNAITÉ. 

Mudando de assunto, LA CROIX, titula, dois anos depois, o fervor continua intacto, encimando uma foto da catedral de Nossa Senhora em Paris. Desde o incêndio de 15 de abril de 2019 que quase destruiu Notre Dame de Paris a emoção transformou-se num movimento de fundo para este símbolo universal.

A câmara municipal de Paris vai lançar um programa de ordenamento nas imediações da catedral e a Igreja católica, finaliza o seu projecto litúrgico de acolhimento de fiéis e visitantes.

"A Catedral cria-nos quer sejamos crentes ou não", afirma, a presidente da câmara de Paris, Anne Hidalgo, em entrevista ao jornal LA CROIX. 

Em relação ao continente africano, LE MONDE dá relevo à libertação simbólica de presos políticos no Egipto. Para os defensores dos direitos humanos, estas aberturas não marcam uma verdadeira mudança de política com a chegada de Joe Biden à Casa Branca.

Mas a libertação de Khaled Daoud, figura da dissidência egípicia e de dois jornalistas, Hossam el-Sayed e Solafa Magdy, apanhou a opinião pública no Egipto, acrescenta, LE MONDE. 

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