Joséphine Baker no Panteão francês é "sinal forte" para comunidade negra

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« Joséphine Baker, première icône noire », documentário de d’Ilana Navaro, em competição no Festival international do documentário Fipadoc, em Biarritz, França.
« Joséphine Baker, première icône noire », documentário de d’Ilana Navaro, em competição no Festival international do documentário Fipadoc, em Biarritz, França. Fipadoc 2019

Esta semana, ficou-se a saber que Joséphine Baker, artista franco-americana, vai entrar no Panteão francês. Será a primeira mulher negra.

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A cantora e bailarina brilhou nos loucos anos 20, mas para lá dos palcos em Paris mostrou outras facetas. Integrou a Resistência francesa na II Guerra Mundial e foi uma das vozes mais activas pelos direitos civis dos negros.

Uma vida que a presidência gaulesa considera uma "uma epopeia francesa" e, por isso, os seus restos mortais serão transladados para o Panteão, em Paris, no próximo dia 30 de Novembro.

A data escolhida coincide com o dia do casamento de Joséphine Baker com Jean Lion, data em que obteve a nacionalidade francesa.

A família da cantora luta por esta introdução no panteão desde 2013 e conseguiu uma petição que reuniu cerca de 38 mil assinaturas.

A artista, que faleceu em 1975 em Paris, torna-se assim a primeira mulher negra e a sexta figura feminina a juntar-se às 80 figuras nacionais da história francesa presentes no panteão. A última entrada, em 2018, tinha sido Simone Veil, ex-ministra francesa, que sobreviveu ao Holocausto e lutou pelo direito ao aborto.

Em entrevista à RFI Rafael Lucas, professor catedrático da Universidade de Bordéus, profundo conhecedor das questões raciais em França, considera a decisão um sinal forte para a comunidade negra.

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