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São Tomé e Príncipe

São Tomé e Príncipe reforça quadro epidemiológico com laboratório PCR

Técnicos do Instituto Pasteur (ilustração)
Técnicos do Instituto Pasteur (ilustração) RIJASOLO / AFP
Texto por: Lígia ANJOS
2 min

São Tomé e Príncipe tem desde segunda-feira, 22 de Junho, um novo laboratório oferecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para realizar testes PCR no país.

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A entrada em funcionamento do laboratório foi demorado por causa da formação de técnicos nacionais, explicou a responsável do laboratório, Rosa Neto.

"Neste momento o nosso maior objectivo é dar respostas aos pacientes internados com sintomatologia, num primeiro momento e depois dar respostas no âmbito epidemiológico. Começamos com um número um pouco mais limitado de testes e, paulatinamente, iremos aumentar a quantidade, mediante as condições que tivermos disponíveis", afirma.

 "Com o PCR conseguimos detectar o vírus numa primeira fase. Temos estado a usar o teste rápido, que é feito numa fase mais tardia ou mais avançada, mas com o PCR vamos poder fazer o diagnóstico no momento em que paciente está doente e vem aliviar o sistema nacional de saúde",descreve a responsável do laboratório.

O laboratório para realizar os testes de PCR para rastreio ao Covid-19 foi um equipamento esperado há muito tempo para o país ter um panorama epidemiológico mais rigoroso, como salienta a responsável.

A coordenadora do sistema das Nações Unidas, Zahira Virani, afirmou que "o laboratório vai permitir a São Tomé e Príncipe de ter maior controle da situação e responder de maneira mais forte à pandemia".

"A presença de um laboratório PCR em São Tomé faz toda a diferença. Devia ter acontecido há muito tempo, mas por razões de logística nós não conseguimos", explicou a ministra dos Negócios Estrangeiros, Cooperação e Comunidades, Elsa Pinto, para quem "o equipamento vai permitir fazer um rasteio completo e, sobretudo, estabelecer um quando epidemiológico fiável em São Tomé e Príncipe a partir de agora".

A responsável pela diplomacia são-tomense destacou o papel do sistema das Nações Unidas que trabalhou "durante semanas em colaboração com o governo" para a vinda dos equipamentos e, me particular, da OMS, também "pelo envio de uma equipa médica com vários especialistas".

São Tomé e Príncipe recebeu material médico-hospitalar no âmbito do apoio das Nações Unidas no combate à pandemia de COVID-19. O donativo resulta de uma parceria bem-sucedida entre as Nações Unidas, União Europeia e Portugal.

Na lista dos materiais estão o laboratório PCR, 10 ventiladores, material de protecção individual, nomeadamente máscaras, luvas, óculos, viseiras e fatos, bem como medicamentos para o coronavírus, pequenos  equipamentos como oxímetros e todo o material necessário para colheita e análise dos testes.

A União Europeia suportou os custos de transporte da operação, Portugal e a OMS foram responsáveis pela mobilização de pessoal humanitário e pela logística. 

 

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